Após apreensão de mercadorias, ambulantes fazem protesto em Salvador

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Um dos bairros mais turísticos e frequentados pela boêmia em Salvador, o Rio Vermelho foi palco de um protesto de vendedores ambulantes no fim da noite desta sexta-feira, 17.

Com queima de objetos e pneus, a Rua da Paciência chegou a ter o trânsito interrompido. Os ambulantes protestavam contra a apreensão de mercadorias, em sua maior parte bebidas, por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Além disso, relataram casos de agressão na abordagem do agentes quando do confisco dos produtos.

“Nós só queremos trabalhar para dar sustendo as nossas famílias. Infelizmente a ordem vem de dentro da prefeitura de Salvador, comandada pelo prefeito ACM Neto. Eles nos tratam como ladrões, não como cidadãos. Eles não tem raciocínio para perceber que Salvador tem um dos maiores índices de desemprego? Nesta crise nos queremos correr atrás dignamente” disse uma vendedora ambulante que não poupou críticas à política e ao trato da prefeitura com os trabalhadores informais.

Com sede próxima ao local do protesto, estudantes da União da Juventude Socialista, se deslocaram até a manifestação em solidariedade aos vendedores. Ao mesmo tempo, a Polícia Militar foi acionada para restabelecer a ordem, o que conseguiu alcançar sem uso de repressão.

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Foto: Alexandre Marinho
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Foto: Alexandre Marinho

Recentemente o bairro do Rio Vermelho passou por uma reforma que foi entregue em janeiro deste ano, que foi têm sido objeto de contestação de muitos moradores por conta do que apontam como um processo de gentrificação, com a expulsão de moradores, frequentadores e comerciantes de menor poder aquisitivo. Um dos marcos deste processo foi a demolição do antigo Mercado do Peixe, local que costumava ser bastante frequentado por populares e que mantinha intenso movimento durante toda a noite.

Durante o carnaval deste ano, Salvador já tinha sido cenário de uma revolta de ambulantes no circuito Barra | Ondina. Na ocasião, os vendedores também queimaram objetos na via após terem cervejas, refrigerantes e licenças confiscadas por comercializarem marcas distintas da então patrocinadora do carnaval da cidade.

Diversos especialistas, consideraram a prática crime contra a ordem econômica por ter ferido o direito do consumidor à livre concorrência, configurando prática de monopólio.

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