Acampamento Marisa Letícia sofre atentado a tiros.

O ataque resultou em duas pessoas feridas, uma delas com gravidade, após ser atingida por um um tiro no pescoço.

Manifestante segura blusa com sangue; duas pessoas teriam sido feridas por tiros disparados contra o acampamento Marisa Letícia, onde estão os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba
Manifestante segura blusa com sangue.

Na madrugada de hoje (28), o acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, onde dormem os(as) integrantes da Vigília Lula Livre, foi atacado a tiros por volta das quatro horas. O ataque resultou em duas pessoas feridas, uma delas com gravidade, após ser atingida por um um tiro no pescoço

Segundo relatos dos acampados, um carro teria passado na rua em frente ao terreno onde se encontra o acampamento, cerca de 30 minutos antes do atentado,e gritado palavras de ordem a Jair Bolsonaro e dito que “voltaria para matar”.

Os colaborardores Murilo Matias e Igor Veloso estiveram no acampamento algumas horas após o ataque e trazem relatos do atentado, que você pode ver no vídeo abaixo:

NOTA DA VIGÍLIA LULA LIVRE

A vigília Lula Livre e as diversas organizações que a integram repudiam de forma veemente o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, ocorrido na madrugada de hoje (28) e que resultou em duas pessoas feridas, uma delas de forma grave, com um tiro no pescoço.

A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba. Não nos intimidarão!

No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento.

“Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, enfatiza Dr Rosinha, presidente do PT estadual e integrante da coordenação da vigília.

Seguiremos com nossas atividades, lutas, programação e debates da vigília. A cada dia vai se tornando cada vez mais impressionante como, mesmo preso, a figura do ex-presidente Lula, a força moral que ganha, as denúncias contra a injustiça de sua prisão, tudo isso causa desespero nos seus algozes.

Por isso, estamos no caminho certo e venceremos! Em repúdio contra a violência, realizamos o trancamento da rua na região e seguiremos lutando.

Convocamos a sociedade e as pessoas que prezam pela democracia, pelo livre direito à expressão, pela diversidade de vozes na política, que somem-se a nós na vigília. Não aceitaremos tentativas de retrocesso que já nos custaram muitas lutas e vidas.

Vigília Lula Livre, 28 de abril de 2018.

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2 comentários:
  • Os ecos dos tiros de Curitiba não são nada bons
    2 maio 2018 at 14:09
    Comente

    […] reações ao ataque covarde contra o acampamento Marisa Letícia podem estar revelando algo preocupante. A militância reagir com declarações de guerra é […]

  • Boulos e Lula: de bode expiatório à transparência do mal
    11 maio 2018 at 17:26
    Comente

    […] Para agravar, o acampamento Marisa Letícia, que integra a vigília Lula Livre, em Curitiba, foi alvo na madrugada do dia 28 de maio de atentado a tiros deixando dois feridos. Como interpretar essa onda de barbárie – atos de violência física e simbólica provocados por […]

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