A PIRÂMIDE SOCIAL E A INVERSÃO DO SONHO

porque não podia popular

É voto.

Nasci na geração onde optar carecia, os de 64. Tão boa a adolescência nos anos 80, fora juventude nos 90. Tantas novidades e conquistas, mal conhecia conceitos assim. Tão amplo se anunciavam os vazios de cidadania e seus preenchimentos. Árdua abertura e reluzente democracia descobri já com barba na cara. E voto e livre escolha deram seu parto.

Fora Tancredo, tornara-se Sarney, Collor, Itamar, Cardoso, Lula, Dilma. Tudo transcorrera.

E então? Desceremos agora o fosso quando queríamos o vento solar?

A noite nos envolve em fog nesse momento. Não é escuridão boa de praia em areia de lua cheia, mas palavras de Alan Poe entre os breus da vida. Não há boas vindas, apenas despedida.

Tudo expurga ou confunde.

Um duplo som, é chegada a hora da reeducação de alguém. O certo é saber que o certo é certo, cantavam em antigas trilhas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Jogarão bombas em nós agora, algozes? Rios que entopem minha foz, fazem dúvida entre pranto e mar; gente que sugere ódio, torturas em minhas crenças, branqueamento de minhas certezas, fim do ativismo, medo em olhos alheios.

  • imagens por Helio Carlos Mello
Categorias
crônica
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

AfrikaansArabicChinese (Simplified)EnglishFrenchGermanItalianJapaneseKoreanPortugueseRussianSpanish