A Liberdade de ir e vir, por Dirce Waltrick do Amarante

Numa madrugada fria em Nova York, enquanto todos dormiam, a Estátua da Liberdade foi sorrateiramente furtada.

Por Dirce Waltrick do Amarante*

Numa madrugada fria em Nova York, enquanto todos dormiam, a Estátua da Liberdade foi sorrateiramente furtada.

A notícia ganhou a manchete dos jornais do mundo todo. Apesar de o Brasil ser conhecido pela expertise em roubos de monumentos, o que ninguém poderia jamais imaginar é que a estátua fosse se fixar na frente da sede da Havan em Brusque (SC). E permaneceria lá por muito tempo, não fosse por uma cidadã de bem, outrora doméstica, por ora desempregada, ter tirado uma foto da estátua e tê-la postado em suas redes sociais.

Ocorre que a outrora doméstica considerou a estátua uma cópia perfeita da original, a qual tivera a oportunidade conhecer em meados de 2006, quando, depois de rápida passagem pela Disney, visitara a Big Apple.

A imagem correu o mundo e o governo americano só não processou o véio da Havan pelo furto e só não cortou relações diplomáticas com o Brasil porque, depois de extenuantes reuniões com o presidente da República e seus assessores, convenceu-se, como todos, de que a culpa de todo aquele imbróglio não era do Brasil, mas do PT.

  • Autora, entre outros, de Cem encontros ilustrados (Iluminuras)
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