Foto Hélio Carlos Mello

Na minha cozinha, preparando um lombo. Natal na casa de mineiro tem lombo, pernil ou leitão. Animado com a ceia. Todas/os que virão são muito queridas/os. Mas, há muitos outras/os queridas/os que não virão. Onde estaria cada um dos Jornalistas Livres nessa hora?

Minha família não é mais só meus parentes. Sinto que sou parte de mais outra família. Pensei que podia ter alguns Jornalistas Livres aqui também, fazendo outras comidinhas, bebendo qualquer coisa, tocando ou ouvindo música ou só jogando prosa pelos cotovelos, que é o que melhor sabemos fazer.

Caberiam também aqui os não-jornalistas livres, os jornalistas não-livres e os não-jornalistas não-livres. Acho que minha família tem crescido ultimamente. E, afinal, a festa pra ser completa precisa caber todo mundo. E não seria minha casa, seria nossa casa. Não teríamos Sem-Tetos, nem tampouco Sem-Terras. A casa seria nossa e a terra também e a festa que se aproxima também. Aí sim, seria uma Festa, dessas que parecem banhos de cachoeira que limpam até o fiofó mais escondido.

O medo, e ele sempre nos atrapalha, é acordar depois de amanhã tendo esquecido esse sentimento de que na minha família cabe muita gente. Perceber-me egoísta e individualista como sempre fui e tudo ter sido só o sonho do Natal.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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