A liberdade de Lula é água que corre entre pedras. Quem anda no trilho é trem de ferro, diria o poeta Manoel de Barros. Liberdade caça jeito. Coisas de vento e fogo é falar de nossa miséria sem sermos pobres, pois rico é viver nessa terra, mas nos custa uns direitos ser brasileiro.

 

Se a ONU diz que pode, deve, aqui é luto meu direito em toga consumado. Ah, juízes impunes definem, quanto custa hoje em dia minha vontade? Nem sei, há mágoas, aforismos, temporais.

O mascate não larga o osso nem cala a arraia-miúda sua fome. Será um povo a querer, uma ideia  alegre em nós? É impasse o que se constitui agora, a pedra no caminho, o óleo na água, a borra na xícara. Samba, carimbó, valsa? Tudo baila, briga de cachorro grande aflora no país de milongas e elites.

 

Nação torta, mapa corcunda, burguesia tacanha. A boa poesia e prosa de minha terra sabe que pode ser que sim, pode ser que não, de liberdade sei o destino dos homens.

Sei que a nave vai levantar voo. É borboleta, será beija flor, pena grande de águia em cocar de índio, ventura de ebó, pena de pomba em brincadeira de roda.

 

Selvagem clareia minha certeza, povo será à flor da pele, rosa, preta, cafusa, sem medida, o alimento que não sacia, a beleza cruel.

*imagens por Helio Carlos Mello©, Mario Cravo Neto© e Caribé©

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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