Bolsonaro e Putin posam juntos na reunião dos Brics; o russo, baixinho, teve de subir um degrau

Rússia de Putin rifa os indígenas bolivianos e Evo Morales

Putin considera deposição de Evo um "Golpe de Estado de Manual". Mas Moscou trabalhará com a golpista Jeanine Añez até a realização de novas eleições

O governo de Vladimir Putin considera os eventos que levaram à deposição do presidente Evo Morales como um “Golpe de Estado de Manual”. Mas Moscou trabalhará com a presidenta interina Jeanine Añez até a realização de novas eleições.

A informação foi dada pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Federação Russa Sergey Ryabkov na cúpula dos BRICS que acontece em Brasília.

O próprio diplomata russo reconheceu que não houve quórum na reunião do parlamento boliviano em que Añez se declarou “presidente interina”.

“Mas é claro que ela será percebida como líder da Bolívia até a eleição do novo presidente”, disse Ryabkov, em nome de Putin, apesar de haver milhões de trabalhadores indígenas em pé de guerra contra o golpe, neste momento em La Paz e El Alto.

Para quem se supreende com o posicionamento da delegação russa na cúpula dos BRICS, é preciso lembrar que o supremo mandatário russo, Putin, um egresso das fileiras do antigo Partido Comunista e ex-chefão da KGB, o temido serviço secreto, é o atual responsável pela aplicação dos preceitos neoliberais na antiga União Soviética. Destruição de direitos trabalhistas, de garantias para a população mais pobre, fazem parte do modo de governar de Putin.

Assim sendo, é à população pobre do continente latino-americano, às massas rebeladas do Chile, Equador, Argentina, Brasil e Bolívia, que caberá a defesa da soberania e da liberdade. Como sempre, aliás.

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2 comentários:
  • Márcio
    15 novembro 2019 at 6:30
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    Essa reportagem é uma piada irresponsável. Pelo contrário, a Rússia se opõe aos golpes e propôs novas eleições na Bolívia, com acompanhamento internacional. Segundo, Putin está em sua 4º mandato exatamente por interromper a tragédia da neoliberalização da Era Yeltsin, recuperar a defesa da soberania russa, quintuplicar o poder aquisitivo e postos de trabalho da população, dinamizar ciência e tecnologia no país, recuperar e equiparar a indústria bélica russa a dos EUA em tempo recorde. Há uma guerra geopolítica e anti-neoliberal no mundo e a polarização é entre EUA e BRICS. Vocês não são sérios.

  • Maria Juçá
    17 novembro 2019 at 0:18
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    estranha essa matéria sobre a posição da Rússia com relação a Bolívia. não corresponde a posição e declaração de Putin desde o início desse golpe, sendo ele talvez o primeiro líder a acusar a manobra neoliberal como Golpe.
    precisamos de informações corretas pq a grande mídia há se encarrega de deturpar os fatos.

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