A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, AS FLORES DA LIBERDADE

25 de abril de 1974. A data celebra a revolta dos militares portugueses que  levaram a cabo movimento militar apoiado pela sociedade civil, pondo fim ao regime ditatorial do Estado Novo. Este havia sido liderado por António de Oliveira Salazar, que governou Portugal de 1933 a1968.

Por Bruno Falci, de Lisboa, especial para os Jornalistas Livres.

Pouco depois da meia-noite, a Rádio Renascença tocou Grândola Vila Morena, uma canção composta e cantada por Zeca Afonso, que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a senha de sinalização da Revolução dos Cravos. Nos quartéis, centenas de militantes do MFA (Movimento das Forças Armadas) aguardavam este sinal para subir nos jipes e tanques e dirigir-se ao centro de Lisboa.

Quando o dia rompeu, quarenta e um anos de ditadura haviam chegado ao fim: os lisboetas estavam dançando nas ruas, beijando os militares democratas e entregando-lhes cravos vermelhos. O Movimento, composto por militares que haviam participado na Guerra Colonial e por estudantes universitários, teve o apoio da população portuguesa. Em apenas algumas horas, as Forças Armadas ocuparam locais estratégicos em todo o país. Ao clarear, multidões já cercavam as emissoras de rádio à espera de notícias.

Acuado pelo povo e pelos militares, o sucessor de Salazar, Marcelo Caetano, transmitiu sua renúncia por telefone ao líder dos revoltosos, general António de Spínola. Transportado de tanque ao aeroporto de Lisboa, Caetano embarcou para o exílio no Brasil. Em quase 18 horas, havia sido derrubada a mais antiga ditadura fascista no mundo. Vitoriosos, os revolucionários conseguiram a implantação do regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa, a 25 de abril de 1976 de forma pacífica.

O símbolo do dia 25 de abril é o cravo, a flor que a população colocou nas armas dos militares neste dia, que encerrou, ao mesmo tempo, 48 anos de ditadura fascista e 13 anos de guerra nas colônias africanas. Antes da revolução, era rara em Portugal a família que não tivesse alguém combatendo nas guerras das colônias na África, o serviço militar durava quatro anos, opiniões contra o regime e contra a guerra eram severamente reprimidas pela censura e pela polícia. Os partidos e movimentos políticos estavam proibidos, as prisões políticas estavam cheias, os líderes oposicionistas estavam exilados, os sindicatos eram fortemente controlados, a greve era proibida, as demissões fáceis e a vida cultural estritamente vigiada.

Após a revolução foi criada a Junta de Salvação Nacional que nomeou António de Spínola como Presidente da República e Adelino da Palma Carlos como Primeiro-Ministro. Os dois anos seguintes foram de grande agitação social, período que ficou conhecido por PREC (Processo Revolucionário em Curso) Desta forma o dia 25 de abril é conhecido como o Dia da Liberdade em Portugal e o dia da Revolução dos Cravos, sendo um feriado nacional onde se recorda a importância da liberdade no país.

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“Em Portugal e no Brasil, sempre em defesa dos valores de abril!”

Vídeos e fotos, Bruno Falci; texto, Bruno Falci e Maíra Santafé.

#LulaLivre #25deAbril #RevoluçãodosCravos

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Um comentário
  • Luiz Eduardo Buzatto
    27 abril 2018 at 9:54
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    Só haverá mudanças significativas com uma bancada com predominâmcia progressista, tanto na camara como no senado, fora isso, continuaremos dando murro em ponta de faca.

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