Que comece a III Feira Nacional da Reforma Agrária!

O MST irá ocupar a capital paulista, entre os dias 3 e 6 de maio, com a produção da Reforma Agrária de norte a sul do Brasil

Fotos: Rafael Stedile

Texto por: Agatha Azevedo

A abertura da Feira no Parque Àgua Branca, em São Paulo, mostrou que o povo “é capaz de produzir, se organizar e criar outra realidade”, como afirma Maria Ivaneide, a Neném do setor de produção do MST.

Com a presença de diversos parceiros, como Nilton Tatto (depto. federal), Admilson (depto. federal), Luiz Marinho (presidente do PT), Alan (Campanha Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos), Jose (Via Campesina e MPA), Edson Fernandes (superintendente do INCRA), Maurício (Secretário de Meio Ambiente de SP), Marcios Elias Rosa (Secretário de Justiça de SP), Milton (MST), Gabriel (Diretor do Instituto de Terra de SP), Marco Pilas (Instituto de Terra de SP), Joice (Coordenadora do Parque Água Branca), Robert (Consul da Venezuela) e Zico Prado (Depto. Estadual), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra demarcou o seu lugar na luta por uma sociedade que produz e consome alimentos de qualidade.

Fotos: Rafael Stedile

Sobre a necessidade da reforma agrária para que a comida de qualidade chegue na mesa dos trabalhadores, Alan, da Campanha Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos, afirma que “nada é melhor propaganda contra o uso de agrotóxicos e em defesa da vida quanto uma Feira como essa”. Segundo ele, a Feira mostra que a agroecologia é viável.

Jose, do MPA e da Via Campesina, também fez questão de fortalecer a Feira. “O campesinato existe, alimenta, produz, gera e cultiva sementes, mudas, e a vida de qualidade. Aqui estão os produtos de resistência e ousadia, e é rompendo essas cercas que o MST fortalece a aliança entre o campo e a cidade e vem pra São Paulo”, diz Jose, saudando cada feirante Sem Terra.

Milton, do setor de produção do MST, contextualizou a Feira no cenário político da luta pela terra. “A Feira da Reforma Agrária é um ato que é fruto de organização interna do MST e de articulação política com órgãos públicos. Somos gratos aos feirantes que estão aqui para mostrar os resultados da Reforma Agrária, que não estão pautados na grande mídia. A agricultura familiar é o melhor, e praticamente o único lugar onde a gente pode desenvolver uma alimentação limpa, sadia e livre de agrotóxicos e tenham certeza de que nós podemos sim alimentar toda a população brasileira.”

Sobre a importância da Feira para o Movimento, Milton conta que “se nós estamos aqui na III Feira é porque um dia nós tivemos a coragem e a capacidade de sair de nossas regiões e lutar contra os grandes latifundiários improdutivos, porque é na luta que se faz nossa história.”.

Estão presentes 23 estados brasileiros, com cozinhas e pratos típicos de todas as regiões do Brasil. Em torno de mil trabalhadores e trabalhadoras constroem a III Feira com produção, arte, cultura e formação. Ao todo, 300 toneladas de produtos, e mais de 1200 variedades, circularão ao longo dos 4 dias de Feira.

Fotos: Rafael Stedile

Fotos: Rafael Stedile

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