Posse de Bolsonaro: o medo venceu a esperança!

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Medo, medo e mais medo. Esse é o clima da posse de Jair Bolsonaro (PSL) no próximo dia 1 de janeiro. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República divulgou na manhã de hoje, 18, as medidas de segurança da cerimônia de posse.

Carrinhos de bebê, guardas-chuva, animais de estimação, bolsas, mochilas e até garrafinhas de água estão proibidos – além, é claro, de armas de fogo e produtos inflamáveis. Segundo o GSI, também haverá um bloqueio de sinal dos aparelhos de celular, ou seja, não haverá a possibilidade de fazer ligações e ou usar a internet.

O órgão pediu ao Exército equipamentos que impeçam a transmissão de rádio frequência na Esplanada dos Ministérios nos momentos em que Jair Bolsonaro estiver se deslocando em ambientes externos. Segundo Sérgio Etchegoyen, chefe do GSI, a previsão é que também sejam utilizados aparelhos para proibir o uso de drones no local.

Emissoras de televisão estão buscando outras formas de transmitir a posse, já que o mochilink – aparelho usado para transmitir ao vivo acontecimentos por meio de vários chips de celular – não irá funcionar nos arredores da Esplanada dos Ministérios.

Numa sociedade com medo das chamadas “fakes news”, Jair Bolsonaro, o maior criador delas, se esconde atrás da auto-propaganda. O presidente eleito que já vetou a presença de jornalistas em entrevistas, agora quer falar sozinho ou não falar, como fez na campanha eleitoral. Blindado dos questionamentos dos jornalistas e de tudo que possa colocá-lo numa situação embaraçosa, Bolsonaro veta – não sem intenção – emissoras e a mídia independente de trabalhar.

Posse mais cara dos últimos anos

Além de todo essas proibições, Jair Bolsonaro também usará um colete à prova de balas e será acompanhado de perto por atiradores de elite. Agentes de segurança estarão disfarçados no meio da multidão e os prédios da Esplanada terão atiradores de elite posicionados.

A Esplanada dos Ministérios será isolada e convertida numa espécie de zona de exclusão já nos últimos dias de 2018. O governo informou que já comprou 32 km de cercas de aço – suficientes para cercar pelo menos 92 estádios de futebol como a Arena Corinthians – para montar o esquema de segurança e controlar o acesso do público.

Segundo o governo, o custo total do evento pode chegar a R$ 1 milhão, um dos mais altos da história, quase o dobro das posses de Dilma e de Lula.

Segundo o GSI, até 12 mil agentes devem participar do evento. Em 2010, o desfile da presidente Dilma Rousseff contou com pouco mais de 2.600 agentes e em 2014 não passou de 4 mil.

Carro aberto

Janeiro é um dos meses que mais chove em Brasília, mas para a equipe de segurança de Jair Bolsonaro isso pode ser um aliado. Enquanto as pessoas correrão o risco de se encharcar, um auxiliar do governo disse ao jornal “O Globo” que todos estão torcendo pela chuva para que Jair Bolsonaro não precise desfilar em carro aberto.

 

 

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