PInheirinho – Oitos anos do crime de estado para favorecer bandido especulador

Desabrigados do Pinheirinho. Foto: www.mediaquatro.com, janeiro 2012

Antes da fundação dos Jornalistas Livres, muitos de nós já fazíamos jornalismo com foco nos direitos humanos e contra os crimes praticados pelo estado. Em 2012, por exemplo, o então governador Geraldo Alckmin, do PSDB de São Paulo, patrocinou, em conluio com o desembargador que já havia inocentado os assassinos do Massacre do Carandiru, uma das maiores violações em massa de direitos humanos desse século no país: a violenta desocupação do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos.

Na época, e um ano depois, a MediaQuatro, cujos jornalistas também são co-fundadores dos Jornalistas Livres, realizou seis reportagens sobre o caso para a mídia alternativa independente. A primeira, Pinheirinho: Justiça pra quem? foi publicada na Ideias em Revista, do Sisejufe RJ, e no site Ciranda.Net. Depois, outras quatro reportagens foram publicadas na Rede Brasil Atual (Rede Brasil Atual – 04/2012 – Ações apuram danos coletivos, atos de exceção e morte no Pinheirinho , Rede Brasil Atual – 04/2012 – Violência no Pinheirinho foi movida por resistência e vingança,  Rede Brasil Atual – 04/2012 – Sem destino, ex-moradores do Pinheirinho enfrentam especulação e privilégios e Rede Brasil Atual – 04/2012 – Defensor Público do Pinheirinho denuncia prefeitura por mentiras e ‘terrorismo’ contra desabrigados ) . Um ano depois, voltamos a São José dos Campos para uma nova matéria sobre o que havia ocorrido dos ex-moradores: A Pública.Org – 02/2013 – Famílias do Pinheirinho sofrem com abandono e sequelas da operação policial .

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

3J Fora Bolsonaro: SP registra violência policial

Foram registradas duas detenções durante o ato que, segundo os organizadores, contou com mais de 100 mil manifestantes. O #3JForaBolsonaroSP foi um de centenas de protestos por vacina, comida, auxílio emergencial, mas, sobretudo, pelo impeachment de Jair Bolsonaro, que aconteceram neste sábado (3), em todo o Brasil e no mundo.

Aldeia dos quatro Chiquitanos mortos por policiais é alvo de ameaças

Após um mês da chacina, com indícios de tortura, de quatro indígenas na fronteira do Brasil com a Bolívia (veja relato completo em https://jornalistaslivres.org/policia-mata-quatro-chiquitanos-na-fronteira-com-a-bolivia/) por policiais do Gefron, a aldeia é alvo de novas ameaças. O professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT Aloir Pacini, que acompanha o caso de perto, relatou essa semana que os Chiquitanos estão ligando desesperados depois dos policiais dizerem que vão matar outros dez habitantes do lugarejo. Por causa das ameaças e para dar apoio e visibilidade ao caso,Pacini, que também é padre jesuíta e antropólogo, está publicando semanalmente relatos da situação no site da Unisinos (http://www.ihu.unisinos.br/). Os Jornalistas Livres continuarão acompanhando o caso.

>