Pais e mães protestam contra a falta dos serviços de limpeza e segurança nas escolas municipais

Manifestando seu apoio à greve dos servidores municipais, pais e mães reivindicam uma postura urgente da prefeitura quanto à falta destes serviços.

Em parceria com o Coletivo Mídia Livre Vai Jão

Na última sexta-feira (10), pais, mães e funcionários das escolas da rede pública municipal, da cidade de Campinas (SP), promoveram um ato pedindo um posicionamento imediato da Prefeitura em relação a limpeza e segurança das unidades diante do rompimento de contrato com a empresa gestora do serviço terceirizado das áreas. São 63 escolas públicas fechadas.

A manifestação organizada por pais e mães, de forma autônoma, por meio das redes sociais, aconteceu na área do Paço Municipal. Portando faixas, cartazes e um abaixo-assinado, pais e mães de diversos bairros da cidade (Vila Costa e Silva, Itajaí entre outros) participaram do movimento.

Declarando apoio à greve dos servidores municipais, cujas atividades aconteciam no mesmo local, o ato cobrou da Administração Pública uma postura e uma ação efetiva, pois, mesmo com o fim da greve dos servidores, as unidades de ensino, em falta desses serviços essenciais, continuariam impossibilitadas de retomar as suas atividades normalmente.

A gestão terceirizada da segurança e da limpeza no âmbito municipal pertencem a empresa Gocil, que há mais de 20 anos presta os serviços de vigilância patrimonial e limpeza para a Prefeitura de Campinas. A Gocil, com cerca de 1600 funcionários atuando para a administração pública, rompeu, no mês de Maio, o contrato com o município, alegando que não recebe o repasse de verbas desde Janeiro. O governo de Campinas tem dois contratos para serviços de vigilância patrimonial e limpeza nas unidades educacionais. Ambos totalizam R$ 97,2 milhões. Atualmente, Prefeitura e empresa brigam na justiça pela retomada na prestação dos serviços.

Segundo Ricardo Cioldin, pai de duas alunas do C.E.I Presidente Arthur Bernardes, bairro Vila Costa e Silva, a Prefeitura de Campinas ofereceu como opção a utilização de verba do Conta Escola, voltada para a aquisição de material pedagógico, para o pagamento de funcionários que realizariam o serviço de limpeza. O conselho da escola não considerou justo que a unidade seja encarregada de arcar diretamente com este custo e, além disso, por se tratar de uma escola grande, os R$ 8.000,00 que poderiam ser destinados a contratação não são suficientes para atender as urgentes demandas da unidade.

Greve dos servidores municipais

Junto à manifestação dos pais e mães contra a atual situação das unidades municipais de ensino, os funcionários públicos municipais deram continuidade ao ciclo de atividades da greve que, deflagrada no dia 23 de Maio, chegou ao seu 19º dia. Na segunda-feira (06) a Prefeitura apresentou uma nova proposta, rejeitada pelos trabalhadores, de reajuste de 9,33% parcelado em 3 vezes. Além da valorização salarial, os servidores também lutam pela melhoria das condições específicas de trabalho, defasadas e sucateadas por falta zelo da administração pública. Ao final das atividades desta sexta-feira, os trabalhadores voltaram a se reunir em Assembleia Geral e, por ampla maioria, decidiram pela continuidade da greve.

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