O segurança-gato do metrô é um covarde!

Por Jornalistas Livres

A segurança do metrô de São Paulo é conhecida por sua truculência. Nesta segunda-feira, 21/12, os homens de preto do metrô puderam exercitar novamente suas habilidades na arte de espancar, humilhar e aterrorizar. Desta vez foi contra estudantes secundaristas, como o jovem Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos, aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros. Heudes foi covardemente atacado pelos seguranças do metrô quando não oferecia risco algum a ninguém –tudo o que ele portava nas mãos era o frasco azul do Leite de Magnésia Phillips, usado como antídoto aos efeitos do gás lacrimogêneo.

O jovem, que acabava de participar de um ato público contra a “reorganização escolar” do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), encontrava-se na estação Sé do Metrô quando foi encurralado junto a uma máquina de refrigerantes, e espancado. Então, correu para as catracas e lá encontrou o cassetete cruel de uma celebridade do metrô.

Sim, Companhia do Metrô! Ele já está devidamente identificado e pode ser punido pelo comportamento abusivo e pelo uso desproporcional da força.

Anota aí: Guilherme Leão é o nome do covarde. Trata-se do “segurança gato” do metrô, assim chamado pela revista “Veja São Paulo” em sua edição de 29 de março de 2014, quando foi aclamado o “segurança mais bonito do metrô”, depois de conquistar 76% de supostos 18.624 votos de leitores da revista.

No dia 18 de março do mesmo ano, a Companhia do Metrô de São Paulo, já sabendo do resultado da enquete, lançou uma campanha com os dizeres:

“Seguranças do metrô não são só bonitos. Eles são treinados em técnicas de imobilização, primeiros socorros e atendimento ao público”.

Bem poderia ter complementado: “E espancam estudantes magrinhos como ninguém.” Veja o vídeo de Beatriz Alonso, especial para os Jornalistas Livres…

Trabalhando na estação Sé, Guilherme Leão tem 1,87 metro de altura e 80 quilos de músculos, que usou para bater em Heudes.

À Veja, o brutamontes disse que gosta “de cuidar do cabelo, das roupas, de ser bem vestido, bem arrumado.”

“Às vezes, demoro meia hora para arrumar o cabelo. O que gosto é de sair de casa bem, com uma aparência legal.”

Sobre o momento mais tenso que já viveu como segurança do metrô, Guilherme Leão disse:

“Certa vez, uma moradora de rua entrou sem pagar, fui abordá-la, ela se exaltou, e acabei sofrendo um corte na mão, que quase atingiu o nervo. Tive de ficar afastado por 15 dias.”

E agora, segurança do Metrô? Vai demorar para punir o troglodita bonitão?

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