MINHA ESCOLA, MINHA VIDA – Não tem conforto, só tem perrengue!

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Dormir no chão e numa sala com mais 10 ou 15 pessoas, passar frio.
Tomar banho frio no único chuveiro do colégio. Não ter shampoo, não ter condicionador, dividir um sabonete com 20 ou 30 pessoas.
Deu fome. Deu sono. A exaustão pegou.
No café tomar leite. Noventa porcento dos almoços a base de macarrão com molho de tomate. Sem temperos.
Noventa porcento dos jantares a base de arroz com frango. Mais leite antes de dormir.
Deu fome. Deu sono. A exaustão pegou.
Cozinhar pra 30 ou 40 pessoas. Lavar a louça de trinta ou quarenta pessoas. Manter a cozinha improvisada limpa.
Conviver com pelo menos 50 pessoas que você mal dava bom dia no colégio. Se unir com essas cinquenta pessoas.
Deu fome. Deu sono. A exaustão pegou.
Fazer a coisa funcionar. Aprender a organizar e a respeitar assembleias. Ter compromisso com seus afazeres.
Reformar a escola. Trocar torneiras, consertar portas.
Vigília! Equipe de segurança no portão, cadastro de quem entra e sai.
Deu fome. Deu sono. A exaustão pegou.
Passar a noite em claro. Ter que esconder o rosto.
Sentir medo. Medo dos que ameaçam, medo da polícia.

E tudo isso enquanto diariamente os cronogramas de atividades, aulas e oficinas são cumpridos à risca.

Não tem conforto, só tem perrengue, mas é por um objetivo muito maior! É pela EDUCAÇÃO!

img_5915

img_5924

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

O MELANCÓLICO FIM DA LAVA JATO

ARTIGO Ângela Carrato, jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG Depois de embalar o sonho das “pessoas de bem”, que vestiram verde

Até quando vai o lawfare com Lula?

No mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é capa no jornal francês L’Humanité como um possível candidato ao Nobel da Paz, na terça-feira 29,

>