Mulheres no hip hop ocupam o ForumSocial Mundial 2018

A luta das minas no hip hop está está ligada a luta de toda mulher: ter visibilidade, respeito em um mundo ainda muito machista e racista. 

Na plenária de “Mulheres no HipHop” uma carta de intenção que reivindica que os poderes, assumam, de fato, o compromisso de realizar ações para o hip hop dentro das cidades, entre outras iniciativas para fomentar essa cultura, será entregue, dia 16/03, na Plenária Mundial de Mulheres no Fórum Social Mundial e deverá ter a participação de mais 20 mil mulheres do mundo todo.

Sharylaine, rapper paulista, esteve presente. Para ela, esse é um momento especial e que merece atenção. ”O momento se torna muito especial, por todos os retrocessos mundiais que estão acontecendo. E as pessoas que vieram ao Fórum, são as que possuem uma sensibilidade para lutar por causas sociais.” 

E continua: “a arte tem o poder de transformar. E a cultura Hip hop é poderosa pois dialoga com um nicho que nem sempre é escutado ou ouvido.”

A rapper reconhece que o hip hop pode não mudar o mundo, mas pode construir um ambiente para as pessoas lutarem usando a linguagem dessa arte como instrumento. 

A luta das minas no hip hop está está ligada a luta de toda mulher: ter visibilidade, respeito em um mundo ainda muito machista e racista. 

Participaram da Plenária, a Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop representada por Sharylaine, Lunna Rabetti e Meire de (SP), Taz Mureb, Aika, Marcia Uni-ka, Bebel do Gueto e Taz (RJ), Vera Veronika (DF), Priscila Fenix e Leti Quevedo (RS), Luciana Miss Black e DMG(MG), Iza Negratha (SE), Pandora (ES), Mana Josi (PA), o Coletivo Frôceta, e o grupo Além da Ceia(RS). 

As minas do Hip Hop se ajudam e esperam que os homens que chegaram ao topo da cena estendam as mãos e as “puxem”, pois elas lutam muito mais do que homens, que já tem espaço consolidado na cena hip hop. 
Mesmo com todas dificuldades impostas o teatro estava lotado de mulheres do hip hop do país. Algo digno de aplausos e espelho.

Nessa conversa, as meninas lembraram que a mulher tem que escolher que postura terão na cena. Elas podem ter um perfil mais gangstar*, se assim quiserem. A valorização da força de trabalho, naturalmente, nunca é igual a dos homens. A velha luta de gênero torna-se legitima e necessária também nesse campo. Meninas ganham salários menores sempre. 

E que os homens do hip hop se preparem se preparem, pois as paredes serão cobertos pelos grafites das meninas, as pick ups serão operadas pelas mãos femininas, os microfones ecoaram as vozes delas e os passos de *Break e *Street terão compassos femininos e resistentes. 

Um jornalista que acredita em EMPODERAMENTO, dos pretos e pretas, através do DAR VOZ AOS INVISÍVEIS!

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