Minha Casa, Minha Vida: novo ministro revoga construção de 11.250 habitações do programa

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), revogou nesta terça-feira (17) decisão do governo Dilma Rousseff que autorizava a Caixa Federal a contratar a construção de até 11.250 unidades...

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), revogou nesta terça-feira (17) decisão do governo Dilma Rousseff que autorizava a Caixa Federal a contratar a construção de até 11.250 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

A medida, que faz parte da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, era uma demanda de movimentos de moradia desde o início deste ano e havia sido publicada no Diário Oficial no último dia 11, na véspera do golpe.

Essa etapa seria administrada por entidades escolhidas pelo Governo Federal e atenderia famílias com renda mensal de até R$ 1.800.

Em seu primeiro discurso como presidente interino, Temer garantiu que manteria os programas sociais “que dão certo” –como, segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida–, mas disse que iria “aprimorar a gestão”. Segundo ele, nenhuma reforma iria alterar “os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros”.

“O que aconteceu hoje revela a natureza do governo golpista que se estabeleceu no país”, afirma Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Até alguns dias atrás, o discurso do Michel Temer era de que não haveria cortes nas políticas sociais. Hoje vimos que esse governo tem como política cortar programas sociais.”

Para Carmen Silva, dirigente da Frente de Luta por Moradia (FLM), o corte no Minha Casa, Minha Vida representa um retrocesso total. “É sangrar a população carente que não tem onde morar. Isso atinge diretamente mais de 20 mil famílias, significa em torno de 60 mil pessoas, crianças, idosos, pais e mães de família. A atitude desse governo tem que ser avaliada por um tribunal superior e até fora do Brasil. Ele quer respingar todo o ódio conservador em cima de cidadãos honestos que não tem nada a ver com os problemas políticos”, completa. Carmen e Boulos afirmam que os movimentos sociais irão para as ruas denunciar retrocessos, reivindicar diretos e conquistas.

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