Manifestantes da USP são soltos após audiência de custódia

Sete estudantes e três funcionários foram presos durante a repressão a manifestação contra a reforma da Previdência

Reportagem: Cecilia Bacha e Lucas Porto               Imagens: André Mantelli

Os dez manifestantes presos ontem, 14, durante a mobilização contra a reforma da Previdência foram soltos hoje após a audiência de custódia Fórum Crinal da Barra Funda. Entre os detidos estavam sete estudantes e três funcionários do Sindicato dos Trabalhadores da USP.

As prisões aconteceram por volta das 9h50, depois que a PM dispersou com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha o “trancasso” que acontecia no cruzamento das Avenidas Francisco Matarazzo e Vital Brasil, na região do Butantã.

Durante a confusão um carro foi queimado. Houve perseguição policial por toda a região. Os jornalistas Livres acompanhavam o ato e publicaram um vídeo exclusivo, gravado por cinegrafista amador que mostra um PM apontando sua arma a esmo em uma das alças de acesso a Marginal Pinheiros.

O grupo de manifestante era composto por coletivos estudantis, professores e funcionários da Universidade que, além de protestar contra a reforma da Previdência, tinham palavras de ordem contra os cortes do governo na Educação.

PROTESTOS EM SÃO PAULO

Em São Paulo, a paralisação teve início na virada da noite de quinta para sexta-feira, com a paralisação dos Metroviários e seguiu com piquetes por toda a cidade desde às 7h. O dia terminou com um grande ato que começou por as 16h, na Avenida Paulista. O ato também seguia pacificamente até às 20h quando a Polícia Militar iniciou represão intensa sem motivo aparente.

Os detidos de manhã passaram a noite no DEIC da zona Norte. Segundo a juíza, acusados por associação criminosa, além dos delitos de incêndio e dano qualificado, desacato e resistência, não houve provas de que os mesmos estavam envolvidos nos crimes descritos e nem sequer estavam listados os objetos danificados. Segundo um dos advogados que acompanhava o caso a continuação do processo depende agora da manifestação do Ministério Público.

Categorias
Greve Geral
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta