Governo Bolsonaro corta reajuste salarial e concursos para 2020 e sinaliza o mesmo até o final do mandato

Mesmo com o aprofundamento do arrocho, o rombo fiscal será em 2019 de R$ 139 bilhões e continuaria até 2022, somando neste período o valor de R$ 363 bilhões

Do Blog searadionaotoca

O governo Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional a proposta da Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020 e consta da proposta:

1-) Acaba com o reajuste acima da inflação do salário mínimo. Esta política de reajustes superiores a inflação do governo Lula e Dilma ajudaram a estimular a economia, especialmente de pequenas cidades, e a diminuir a desigualdade social.

2-) Os servidores civis do governo federal não terão reajuste salarial, e desta forma, os seus salários terão redução de seu poder de compra.Já os militares receberão reajuste salarial devido a proposta da reforma da previdência e garante assim tratamento diferenciado e privilégio.

3-) O governo prevê para 2020, o fim de concursos públicos,e com o aumento dos pedidos de aposentadoria devido a reforma da previdência, podemos assistir a uma piora dos serviços públicos prestados a população, visto que pode faltar professores para dar aula, médicos e enfermeiros para atender a população.Além disto, isto abre espaço para a ampliação da terceirização no serviço público.

4-) A proposta da LDO para 2002 aponta que o até 2022 o gasto com pessoal cairá de 4,46% para 4% do percentual do Produto Interno Bruto(PIB),que em valores significa uma queda de R$ 41,7 bilhões.


5-) A receita prevista frente ao PIB cairá entre 2019 a 2022, de 21,13% para 20,69%, uma redução de quase 40 bilhões.6-) Mesmo com estes cortes e aprofundamento do arrocho, o rombo fiscal será em 2019 de R$ 139 bilhões e continuaria até 2022, somando neste período o valor de R$ 363 bilhões.Estes números desmentem a promessa de campanha de Bolsonaro de zerar o déficit público.7-) O arrocho no funcionalismo e na despesa pública não melhorou a relação dívida bruta/PIB, que em 2018 foi de 77,2% e para 2022, no final do mandato do atual desgoverno, será de 81,6%. Este número é importante, e causa arrepios nos banqueiros e rentistas que sentem que não tem “céu de brigadeiro” para garantir seus rendimentos.

😎 Agora não há mais dúvida que a política econômica do atual desgoverno é de arrocho salarial, visto que na proposta de reforma da previdência de Bolsonaro propõem o fim da revisão salarial do funcionalismo, que garante a correção dos salários pela inflação, e do fim do reajuste real, acima da inflação, para os aposentados.

Os números mostram que o governo aposta num cenário de dificuldade econômica que contrasta com o otimismo empregado nas declarações oficiais.O que podemos esperar é o aumento da desigualdade social e ampliação da miséria, que já assistimos de forma clara nas ruas das grandes cidades.

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