FRAUDE ATÔMICA! Bolsonaristas mudam grupos do Facebook para simular apoio de mulheres ao candidato machista

Em resposta às páginas "Mulheres unidas contra Bolsonaro", os robôs bolsonaristas renomeiam páginas até de amor aos animais, que se transformam em "mulheres unidas a favor de Bolsonaro"

O grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro“, criado no dia 30 de agosto, é administrado por 104 eleitoras e já tem 1.542.123
participantes confirmadas (até as 17h51 de 13/09). Já o “Mulheres com Bolsonaro”, criado nesta terça-feira e com 222.652 eleitoras, descreve-se como um “grupo feito pra mulheres de fibra e coragem que não precisam do feminismo e defendem o Capitão Bolsonaro pra presidente”.

O deputado federal tem ainda a seu favor grupos menores, como o “Mulheres que apoiam Bolsonaro presidente”, que originalmente se chamava “Animais – Amor verdadeiro”, mas teve seu nome alterado e hoje tem 44 mil membros, e o “Mulheres unidas a favor de Bolsonaro”, com 35 mil participantes, que é administrado por cinco homens e antes se chamava “Presidente Bolsonaro 2018”.


Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 52% do eleitorado brasileiro são mulheres. É neste universo que o capitão da reserva encontra mais apoio e, ao mesmo tempo, rejeição: de acordo com dados da pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira, ele é o líder das intenções de votos femininos, com 17%, mas 50% delas afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.

— O grupo não busca ser porta-voz das intenções de voto, mas sim da insatisfação perante a possibilidade da eleição de um presidente que vai de encontro às pautas que protegem e defendem os direitos das mulheres — diz a professora de Filosofia Maíra Motta, de 40 anos e moradora de Salvador, na Bahia, que é uma das nove administradoras que lideram um dos grupos contra o candidato do PSL.

Uma das administradoras do grupo “Mulheres com Bolsonaro”, a dona de casa paulistana Karla Pinheiro, de 26 anos, conta que a ideia do espaço é provar que o candidato tem apoio do público feminino. Ela foi uma das responsáveis pela criação da comunidade “Dama de Ferro”, que reunia mulheres de direita e foi deletada pelo Facebook no início do ano, no que a rede disse ser um processo de adequação às normas de uso.

— Conheço várias mulheres que apoiam o Bolsonaro e acredito que os movimentos contrários querem se aproveitar da popularidade dele. Há muito sensacionalismo em torno do nome do Bolsonaro — afirma.

Grupos mudaram de nome para apoiar candidato

Na tentativa de angariar mais apoiadores a Bolsonaro, alguns eleitores renomearam grupos já existentes para que eles se transformassem em centrais de apoio feminino ao candidato. Foi o caso de pelo menos três grupos identificados pela reportagem. Somando aproximadamente 3 mil membros, o grupo “Politicamente desgovernado! Parem o Brasil!” foi reconfigurado para se chamar “Mulheres com Bolsonaro/Mourão – Brasil!”. Com 44.200 membros e criado há cerca de um ano, o “Animais — Amor verdadeiro” virou “Mulheres que apoiam Bolsonaro presidente”.

Um terceiro grupo, administrado por cinco homens, também aparece na ferramenta de pesquisa do Facebook. Hoje, ele tem mais de 35 mil membros e se chama “Mulheres unidas a favor de Bolsonaro”, mas, antes disso, era chamado de “Presidente Bolsonaro 2018”. Na descrição, os membros são tratados com artigos masculinos.

Enquanto isso, outros movimentos organizam eventos contra o candidato. Um dos mais recentes é o promovido pelo Move Institute – For The Animals, planejado para o dia 29 à tarde no Largo da Batata, em São Paulo. Na chamada para o evento, o grupo lembra que o candidato se posiciona favoravelmente a celebrações de maus tratos aos animais como a Vaquejada, que apoia os ruralistas e já admitiu a prática de zoofilia (sexo com animais).

Com informações de O Globo

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