Ética no Jornalismo

Como nasce uma notícia?

Por Gustavo Aranda e Vinícius Segalla

Às 20h30 do dia 20 de outubro de 2017, os Jornalistas Livres publicaram a seguinte reportagem: “Caetano processa MBL e Frota por acusação de pedofilia” (https://jornalistaslivres.org/…/caetano-processa-mbl-e-fro…/).

Foi matéria exclusiva, escrita e ilustrada por nós, jornalistas livres, Vinícius Segalla e Gustavo Aranda, depois que tivemos acesso ao processo em questão, protocolado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Depois que escrevemos e ilustramos, a Laura Capriglione, uma das fundadoras e editoras dos Jornalistas Livres, releu o texto, aprimorou o conteúdo, sugeriu um título melhor, alterações nas artes e reproduções dos documentos que pretendíamos publicar.

Depois disso, outros jornalistas livres criaram chamadas para o Facebook, cards de divulgação em redes sociais, sugeriram e executaram (executamos) também aprimoramentos no conteúdo a ser publicado.

Daí, então, publicamos. O fizemos por gosto, não por dinheiro. Ninguém ganha um tostão pra escrever ou editar pros Jornalistas Livres. A gente faz porque faz.

No dia seguinte (21/10), diversos veículos da imprensa independente reproduziram a matéria – com o devido crédito.

Às 11h30 do mesmo dia seguinte (21/10), a hashtag #CaetanoPedófilo se tornou trendtopic (número 1) do twitter no Brasil.

Às 17h43 do mesmo dia seguinte (21/10), o jornal Folha de S.Paulo publicou a seguinte reportagem: “Chamado de pedófilo, Caetano Veloso processa MBL e Alexandre Frota” (http://www1.folha.uol.com.br/…/1929107-chamado-de-pedofilo-…).

A Folha de S.Paulo chupinha a informação exclusiva dos Jornalistas Livres. Não traz nenhum fato que avance na história publicada pelos Jornalistas Livres. Simplesmente, após a publicação dos Jornalistas Livres, o jornal entra em contato com a assessoria de Paula Lavigne, dela obtém algumas aspas e publica a matéria, sem nunca citar os Jornalistas Livres.

Se você não é jornalista e/ou não é iniciado no meio, vai ter que acreditar em mim: esse tipo de postura violenta a ética profissional.

Se você é jornalista, obviamente sabe disso, mas não deve ter se espantado. Tanto nós quanto os outros jornalistas livres que trabalharam nessa matéria não esperávamos nada diferente da Folha de S.Paulo. É notória a política de “não precisa dar crédito quando o jornal é menor que a gente”.

Agora, não conhecemos e por isso precisamos respeitar por princípio a Isabella Furtado Menon, que assina a matéria e não dá o crédito da informação que publicou, e que virou a notícia mais lida do jornal em que ela escreve no dia 21/10.

Por isso, gostaríamos de dar a palavra para a repórter poder explicar melhor como funciona o processo de trabalho na redação da Folha.

O que aconteceu, Isabella Furtado Menon?

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Um comentário
  • Gil Oliveira
    22 outubro 2017 at 14:45
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    Senhores (as), eu li a noticia sobre o processo no site do BOL, ligado a Folha de S. Paulo
    e ao UOL e citando o site dos senhores. Pesquisei pelo nome do site e cheguei até aqui. Eu espero que esse site seja impacial e independente. Sem ter influência ideológica ou política.
    Que seja pluralista igualitariamente ao menos. Parabéns à todos os jornalistas envolvidos, que apesar do trabalho que já têm, aceitaram sem remuneração financeira, construir esse site jornalístico. Vida longa, felicidades e boa sorte ! Liberdade total sempre ! Imparcialidade e isenção também !

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