EDITORIAL DOS JORNALISTAS LIVRES – Pela unidade das forças democráticas! Pelo amor e pela esperança!

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Em São Paulo, vamos votar em Fernando Haddad!
No Rio, o voto é em Marcelo Freixo!

Chegamos à véspera da eleição municipal de 2016, um ano difícil, de golpe e ameaças severas aos direitos e conquistas do povo pobre e oprimido. É em momentos como este que as forças democráticas e progressistas têm de assumir com mais seriedade a responsabilidade por suas opções. Porque tais escolhas implicarão bônus ou ônus fundamentais para as vidas de milhões de trabalhadores.

Jornalistas Livres são uma rede de militantes pela democratização da mídia, que se juntaram há 18 meses para enfrentar a narrativa golpista, martelada em uníssono por todos os veículos da imprensa tradicional e oligopolizada – as tais seis famílias que tentam por todos os meios controlar os corações e mentes dos brasileiros.
Neste período, estivemos ao lado dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda, dos anarquistas, dos autonomistas, das mulheres, dos negros, dos LGBTTs, dos pobres, dos indígenas, dos sem-terra, dos sem-teto, dos secundaristas, dos professores, dos petroleiros, dos periféricos, da luta anti-manicominal, dos democratas, dos libertários. Sempre afirmando nossa vocação apartidária, sempre junto à luta dos explorados e oprimidos.

Por tal histórico, parece-nos absurdo a esquerda estar dividida nesta hora, justamente nos municípios mais importantes do país: Rio de Janeiro e São Paulo.

Se unidos estivessem, Fernando Haddad (PT) e Luiza Erundina (PSOL) em São Paulo, e Marcelo Freixo (PSOL) e Jandira Feghali (PCdoB) no Rio de Janeiro, teríamos uma chance de disputar o segundo turno em ambas as cidades.

Infelizmente, os líderes do PT, PCdoB e PSOL não conseguiram construir essa frente política tão necessária. Então, somos nós, o povo, que temos de unir o que até agora está separado.

No Rio de Janeiro, é Marcelo Freixo que reúne as maiores chances de ir para o segundo turno. Então, por muito que a gente respeite a admire a guerreira Jandira Feghali, votar nela, agora, é ajudar a fazer um segundo turno entre Marcelo Crivella (PRB) e Pedro Paulo (PMDB).

O mesmo dilema existe em São Paulo, onde é Fernando Haddad quem tem mais chance de ir para o segundo turno. Então, por muito que a gente respeite e admire a trajetória da também guerreira Luiza Erundina, votar nela agora é ajudar a construir um segundo turno entre João Dória (PSDB) e Celso Russomano (PRB) ou Marta (PMDB) —todos golpistas.

Está claro que o golpe e seus representantes nas políticas municipais querem destruir as conquistas do povo. Destruir políticas públicas. Destruir direitos. Destruir a liberdade.

Lutar seriamente e responsavelmente para que o povo tenha, nas grandes cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, trincheiras de resistência ao avanço conservador, fascista e reacionário é levar Marcelo Freixo e Fernando Haddad ao segundo turno.

Haddad e Freixo são a oportunidade e a esperança de construirmos, nas duas maiores cidades do Brasil, de maneira humana e democrática, focos de amor, arte, respeito à diversidade, alegria, direitos humanos e liberdade.

Podemos desperdiçar essas oportunidades?

Unidos somos fortes!

Somos de esquerda. Somos jovens, somos mulheres, somos negros e negras. Somos trans, gays, lésbicas. Somos trabalhadoras e trabalhadores, somos artistas. Diante do dinheiro, da imprensa manipuladora, da justiça para poucos, de um Congresso nefasto e entreguista, nossas armas são nossos corpos, nossos desejos, nossa luta cotidiana e nossa inteligência.

Não vamos abrir mão de estarmos todos juntos e misturados.

Queremos de volta o país mais humano, justo, igualitário, solidário que estávamos construindo e que tentam agora destroçar, nos deixando atemorizados, solitários, tristes.

Vamos manter a chama acesa diante das trevas que caem sobre o Brasil!

Vamos votar nos candidatos da esquerda que podem ir ao segundo turno!
Fernando Haddad em São Paulo e em Marcelo Freixo no Rio de Janeiro!

Noix!

#DiaDeHaddad13
#Freixo50

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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