DO ALIMENTO QUE À ALMA SE SOMA

Dos antigos sabemos que o que se come é o que se pensa. Nem tão velhos assim comíamos comida original,  quando palavra transgênico era fábula. Tudo tão rápido reverte, em nossos estômagos ainda se busca rumo e trama.

 

De tudo resta um pouco, nosso cheiro, um gosto, seus valores. Por mais que insista o mercado, ficamos indecisos ao saber do eterno das coisas e suas variantes sintéticas em outdoors e prateleiras. Saúde não é assunto de mercado ou planos de saúde ou suas vaidades. Precede moedas o fino saber de nossas células.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atacaram com sal, açúcar e óleo. Ah, quantos sabores bons se perderam em martírio, mas resistem aqueles que em refúgio se nutrem, alimentação é tudo.

Nada crescemos na alma, dizem os índices, apenas os corpos inflaram-se no sal, açucares e óleos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seguem retos aqueles que em polvilho, farinha, caças, peixe e pimenta se põe. Essa vida é erva.

Se no horizonte há vida nova, em ponta de canoa seguem o leito. Não é agro, não é diet ou light, é terra e grão a vida sadia que insiste e se vigia e educa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De tempos em tempos o homem se olha, sabe que é preciso mudar e seguir alerta, só os dasavisados insistem.

Diabetes é fogo que queima sem arder. O açúcar é cunha, o sal é a faca e o óleo é a espada. Após séculos de estufilhas e logros, a nova arma é o supermercado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O bem comer é saber.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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