Bolsonaristas podem ter agredido militante do Psol

Identificada apenas como “Maria”, por motivo de segurança, uma das coordenadoras do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” no Facebook e coordenadora da campanha eleitoral de um candidato a deputado estadual pelo Psol do Rio de Janeiro, foi agredida na noite dessa segunda-feira, 24, por três homens armados ao chegar à sua casa na Ilha do Governador. Dois homens desceram de um táxi amarelo, cujo motorista permaneceu no veículo, e desferiram coronhadas e um soco no olho de Maria, levando o seu celular. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Evandro Freire, também na Ilha do Governador.

Filiada ao Psol, Maria fez questão de ressaltar não ter afirmado que a agressão foi praticada por um apoiador de candidato de extrema-direita, embora não descarte essa possibilidade, devido à forma como ocorreu a agressão. “Foi uma tocaia e me agrediram”, disse.

Após ser atendida no hospital, ela seguiu para a 37ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento, e, depois, seguiu para o Instituto de Medicina Legal para se submeter a exame de corpo de delito. O Psol soltou nota a respeito do caso exigindo a imediata apuração e punição do autores da agressão.

No domingo, durante uma panfletagem de campanha, um homem pegou o panfleto da mão de Maria, amassou e apontou para ela a mão em formato de uma arma. Ela é uma figura conhecida na região por suas posições e militância, trabalhando em projetos sociais em comunidades, como capacitação profissional de jovens. Atualmente ela trabalha pela reabertura da maternidade da Ilha do Governador.

O grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro reúne mais de 3 milhões de adeptas e já foi hackeado e derrubado algumas vezes por homens que se identificaram como eleitores do candidato do PSL à presidência da República. Inúmeras mulheres sofreram agressões verbais e foram ameaçadas redes sociais.

 

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