Bolsonaristas podem ter agredido militante do Psol

"Maria" é uma das coordenadoras no Rio do grupo "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" no Facebook

Identificada apenas como “Maria”, por motivo de segurança, uma das coordenadoras do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” no Facebook e coordenadora da campanha eleitoral de um candidato a deputado estadual pelo Psol do Rio de Janeiro, foi agredida na noite dessa segunda-feira, 24, por três homens armados ao chegar à sua casa na Ilha do Governador. Dois homens desceram de um táxi amarelo, cujo motorista permaneceu no veículo, e desferiram coronhadas e um soco no olho de Maria, levando o seu celular. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Evandro Freire, também na Ilha do Governador.

Filiada ao Psol, Maria fez questão de ressaltar não ter afirmado que a agressão foi praticada por um apoiador de candidato de extrema-direita, embora não descarte essa possibilidade, devido à forma como ocorreu a agressão. “Foi uma tocaia e me agrediram”, disse.

Após ser atendida no hospital, ela seguiu para a 37ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento, e, depois, seguiu para o Instituto de Medicina Legal para se submeter a exame de corpo de delito. O Psol soltou nota a respeito do caso exigindo a imediata apuração e punição do autores da agressão.

No domingo, durante uma panfletagem de campanha, um homem pegou o panfleto da mão de Maria, amassou e apontou para ela a mão em formato de uma arma. Ela é uma figura conhecida na região por suas posições e militância, trabalhando em projetos sociais em comunidades, como capacitação profissional de jovens. Atualmente ela trabalha pela reabertura da maternidade da Ilha do Governador.

O grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro reúne mais de 3 milhões de adeptas e já foi hackeado e derrubado algumas vezes por homens que se identificaram como eleitores do candidato do PSL à presidência da República. Inúmeras mulheres sofreram agressões verbais e foram ameaçadas redes sociais.

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Um comentário
  • Maria Antonia Cardoso
    26 setembro 2018 at 10:12
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    Olá, Aloisio. Ótima matéria que por sinal, nos remete ao crime contra a vida de Marielle e Anderson e nos alerta para o “descaso” das autoridades para o esclarecimento daquele assassinato. É uma “pista” que se traduz sólida, pois nada explica a morosidade da justiça nesse caso a não ser que os envolvidos tenham uma forte relação com procedimentos autoritários, comandados por grupos de viés político voltado para o comando da Nação. Êsse fato era óbvio, mas o ataque à Maria não deixa dúvidas. O vespeiro está em polvorosa e daqui prá frente, perderão o senso da auto proteção e se mostrarão sem reservas prá quem quiser ver. Começam a cometer êrros por estarem desnorteados. Conhecemos essa história. Abraços, Morena.

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