Bolsa cai 7%, dólar explode e democracia em risco

A economia fragilizada associada às notícias de uma bomba, ocasionado pelo cruzamento da movimentação do miliciano Adriano, pode levar a um maior desgaste do desgoverno  e ao crescimento dos atos marcado pelos movimentos sociais em março.

A coluna dia a dia do desgoverno mostra  a briga entre o governo Bolsanaro e o congresso Nacional. Bolsonaro vetou artigos da LDO federal que garantiam que garantiam a execução obrigatória  de emendas parlamentares no valor de R$ 30 bilhões.

O general Augusto Heleno,  ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), se posicionou claramente contra estas mudanças feitas pelo Congresso Nacional  e afirmou que “não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se”.

A extrema direita está chamando um ato no dia 15 de março contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal  e o despresidente, divulgou um vídeo chamando esta manifestação, que pode ser entendido como um crime de responsabilidade e levar ao seu impeachment.

O ministro do STF Celso de Mello reagiu ao autoritarismo do des-presidente e a possibilidade de uma ditadura. Veja a nota:

“Essa gravíssima conclamação, se realmente confirmada, revela a face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional, que ignora o sentido fundamental da separação de poderes, que demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato, de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República, traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático!!! O presidente da República, qualquer que ele seja, embora possa muito, não pode tudo, pois lhe é vedado, sob pena de incidir em crime de responsabilidade, transgredir a supremacia político-jurídica da Constituição e das leis da República”

Bolsonaro busca se antecipar os fatos  e por isso percebendo a fraqueza economia sinalizou a substituição de Paulo Guedes. O índice do Banco Central que antecipa o PIB de 2019, aponta crescimento de 0,89%. Em 2018 e 2019 o aumento de 1%, e assim há uma desaceleração da economia. De dezembro de 2019 frente a 2018, houve um decréscimo de 0,27%.

A situação da economia mundial piora com o surto de corona vírus, que agora atinge o Brasil. E esta situação deve agravar a fraca perspectiva do comércio mundial.

Um dado preocupante  é o déficit da balança de pagamentos ter crescido de US$ 9 bilhões para 11,9 bilhões, entre em janeiro de 2019 frente a 2020.

Em janeiro de 2020, os investimentos diretos foram de apenas US$ 1,5 bilhão e no mesmo mês de 2019 este valor foi de US$ 6,7 bilhões, uma redução de US$ 5,2 bilhões.

A precária situação econômica mostra que o otimismo plantado  que ajudou a parar a queda de popularidade de Bolsonaro não deve se concretizar, fragilizando ainda mais sua base social. E por isso, o des-presidente opta por apoiar a  manifestação que ataca as instituições democráticas, visando manter intacto o núcleo duro de seus apoiadores.

A economia fragilizada associada às notícias de uma bomba, ocasionado pelo cruzamento da movimentação do miliciano Adriano, pode levar a um maior desgaste do desgoverno  e ao crescimento dos atos marcado pelos movimentos sociais em março.

O dólar ter tido o maior valor nominal e ter fechado em R$ 4,44, mesmo com o Banco Central tendo atuado no mercado cambial, e a queda da bolsa em 7% podem deixar a recuperação economica cada vez mais distante e fazer com que diminua o apoio popular ao desgoverno.

Categorias
DestaquesEconomia
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

AfrikaansArabicChinese (Simplified)EnglishFrenchGermanItalianJapaneseKoreanPortugueseRussianSpanish

Relacionado com