ARGENTINA: Futebol popular ajudou a expulsar o neoliberalismo de Macri

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Mauricio Macri, presidente da Argentina na época, tentou passar um projeto no início de 2018 que tinha como objetivo fazer os clubes de futebol do país se tornarem Sociedades Anônimas, transformando-os em empresas e abrindo suas ações para investidores. O modelo, que permite a venda de ações e o controle para investidores, é adotado na Europa e muito criticado por afastar os sócios e torcedores das decisões que envolvem os clubes.

Após o anuncio, a sociedade civil e os pequenos clubes se uniram em uma campanha para barrar o projeto neoliberal de Macri. Hoje Mauricio Macri deixou a presidência da Argentina sem conseguir aprovar o projeto. Ignacio Etchart, do Club Atlético Ituzaingó de Buenos Aires, explicou um pouco do panorama vivido nestes últimos dois anos na Argentina.

“Eu sou Ignacio Etchart, encarregado da comunicação do Club Atlético Ituzaingó, em Buenos Aires, Argentina, em ascensão no futebol argentino, e entendemos esses últimos tempos como uma resistência nos times de futebol.

Os times na Argentina têm uma importância muito grande. Temos um vínculo entre o bairro e o time e isso é uma forma muito potente para enfrentar os embates do governo de Mauricio Macri, que tentou privatizar os clubes.

Os clubes da Argentina só podem funcionar e competir se forem associações civis sem fins lucrativos. Porém, Mauricio Macri, que foi presidente do Boca Júniors, e agora presidente da República Argentina — por sorte de saída —, tentou, através de diversas formas, instaurar as sociedades anônimas esportivas.

Isso significa que as empresas podem controlar os clubes e, dessa maneira, se perde o espírito social que têm os times da Argentina. Por sorte, os torcedores se organizaram e formaram grupos que se abriram ao debate para resistir.

Desta maneira, se constatou que Mauricio Macri, embora ele pudesse avançar em diversos ajustes sobre a sociedade trabalhadora, com os clubes não pode. Os clubes seguem sendo associações civis sem fins lucrativos, e assim seguirá sendo.

Porque entendemos que os clubes, principalmente os de futebol, têm uma função social muito importante, em uma sociedade que têm muitas demandas.”

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