MAIS DE 500 INTELECTUAIS E ARTISTAS DECLARAM APOIO A MARCIA TIBURI
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Um manifesto em defesa da candidatura da filósofa e escritora Marcia Tiburi ao governo do Rio de Janeiro recebeu o apoio de mais de 500 intelectuais, artistas e pesquisadores do meio acadêmico.
Entre os apoiadores estão alguns dos maiores nomes do teatro (Zé Celso, Aderbal, Marieta, Sérgio Mamberti, Enrique Diaz, etc.), da televisão (Glória Pires, Letícia Sabatella, Silvia Buarque, Lucélia Santos, etc), da música (Chico Buarque, Caetano Veloso, Zélia Duncan, Bebel Gilberto, etc.), da psicanálise (Antonio Quinet, Marco Antonio Coutinho Jorge, Luciano Elia, etc.), do Direito (Celso Antonio Bandeira de Mello, Geraldo Prado, Margarida Lacombe, Afrânio Silva Jardim, Giselle Citadino, etc.), do cinema (Anna Muylaert, Beto Brant, Tata Amaral, Jorge Furtado, etc.) e das artes visuais (Pamela Castro, Gaud6encio Fidelis, etc.) bem como intelectuais reconhecidos internacionalmente, como Leonardo Boff, Miguel Nicolelis, Lúcia Xavier, Juarez Tavares, Leonardo Tonnus, Celso Amorim, Paulo Amarante, Jesse Souza, Margarida Pressburguer, dentre outros.
“Na atual quadra histórica, a professora Marcia Tiburi é o melhor nome para conduzir com coragem e compromisso ético esse processo de resgate do Estado do Rio de Janeiro. É a unidade do campo progressista que se dará nas urnas”, diz o documento.
Leia, abaixo, o texto na íntegra:
Com a Marcia Tiburi no Governo do Rio de Janeiro
(por uma revolução democrática fluminense)
O Estado do Rio de Janeiro vive um momento de forte crise nos campos econômico, social e político. Uma crise que é fruto de opções políticas equivocadas, concepções econômicas vulgares e ilícitos praticados por agentes estatais. Não há registro de avanços significativos para a população fluminense nas áreas da educação, da saúde, da cultura e da segurança pública, transformadas em mercadorias pelos detentores do poder econômico e pelos que hoje detém também o poder político.
O desemprego, a desindustrialização, o aumento da dívida pública e a diminuição do poder aquisitivo da população do Rio de Janeiro somam-se ao processo de destruição das conquistas sociais a partir da adesão ao projeto neoliberal. Um projeto recusado nas urnas, mas imposto ao país após o ataque à democracia brasileira que, primeiro, afastou a presidenta constitucional do Brasil, Dilma Rousseff e, hoje, mantém preso, em violação à Constituição da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto para o próximo pleito presidencial.
Não satisfeitos em lucrar às custas do sofrimento da população, os detentores do poder econômico e do poder político apostam tanto na apatia dos cidadãos, fruto do cansaço de trabalhadoras e trabalhadores explorados, da demonização da política e da decepção de uma população sofrida, quanto na fragmentação do campo político progressista que, nos últimos anos, tem reforçado o narcisismo das pequenas diferenças e priorizado projetos pessoais e/ou partidários de poder em detrimento da necessária união das forças de centro-esquerda em defesa da democracia e das conquistas sociais. Mas, o povo do Estado do Rio de Janeiro saberá dar a resposta democrática ao caos administrativo e ao golpe midiático-judicial-parlamentar.
Revela-se fundamental, neste momento, resgatar a alegria política necessária à ação coletiva de transformar o Estado do Rio de Janeiro, devolvendo-o ao povo carioca e fluminense. Para tanto, impõe-se construir uma cultura de respeito aos valores democráticos e fazer opções politicas voltadas à gestão da casa comum. A economia, que foi sequestrada pelo mercado financeiro, também precisa ser devolvida ao povo, que necessita não só de medidas que facilitem o consumo, mas também da democratização dos meios de produção, do incentivo à produção e à demanda. É preciso, pois, apostar que um outro Estado do Rio de Janeiro é possível.
Na atual quadra histórica, a professora Marcia Tiburi é o melhor nome para conduzir com coragem e compromisso ético esse processo de resgate do Estado do Rio de Janeiro. É a unidade do campo progressista que se dará nas urnas. Marcia Tiburi, sem nunca esquecer a origem humilde, tornou-se uma pesquisadora séria dos problemas brasileiros. Como o conterrâneo Leonel Brizola, apaixonou-se pelo Rio de Janeiro, mas seus textos e sua atuação política demonstram que nunca perdeu o senso crítico necessário à identificação dos problemas e à descoberta das soluções. Trata-se de uma candidata que personifica não só a autocrítica do maior partido de massas do Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), como também a união de todos aqueles, trabalhadores e trabalhadoras, dos mais variados campos, comprometidos com a verdade, a ética e a democracia. Não por acaso, foi escolhida pelo ex-presidente Lula da Silva para capitanear a revolução democrática no Estado do Rio de Janeiro; não por acaso, vencerá as eleições e governará com o povo.
Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2018.
- Leonardo Boff – teólogo e escritor
- José Celso Martinez Corrêa – diretor teatral e ator
- Celso Amorim – diplomata e ex-ministro da defesa e das relações exteriores
- Marieta Severo – atriz
- Margarida Pressburger – Membro do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU
- Caetano Veloso – cantor e compositor
- Chico Buarque – cantor e compositor
- Sérgio Mamberti – ator e diretor
- Lúcia Xavier – assistente social e coordenadora da organização CRIOLA
- Glória Pires – atriz
- Aderbal Freire Filho – diretor teatral e ator
- Anna Muylaert – cineasta
- Miguel Nicolelis – neurocientista
- Lucélia Santos – atriz e cineasta
- Paula Lavigne – produtora cultural
- Nilcea Freire – ex-ministra de políticas para mulheres e ex-reitora da UERJ
- Tarso Genro – ex-governador do Estado do Rio Grande do Sul e ex-ministro da educação e da justiça.
- Eleonora Menicucci – ex-ministra de política para as mulheres e professora titular sênior de saúde coletiva da UNIFESP
- Fernando Haddad – ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro da educação e professor de ciência política da USP.
- Zélia Duncan – cantora e compositora
- Benedita da Silva – ex-governadora do Estado do Rio de Janeiro
- Celso Antonio Bandeira de Mello – jurista e professor titular de direito administrativo da PUC-SP
- Weida Zancaner – jurista e professora de direito administrativo da PUC-SP
- Beto Brant – cineasta e roteirista
- Teresa Cristina – cantora e compositora
- Marília Guimarães – escritora e produtora cultural
- Beatriz Azevedo – cantora, compositora, diretora de teatro, atriz e poeta
- Carol Proner – jurista e professora da UFRJ
- Eliane Giardini – atriz
- Jessé Souza – sociólogo e professor universitário
- Ivana Bentes – jornalista, ensaísta e professora da UFRJ
- Ladislau Dowbor – economista e professor titular da PUC-SP
- Paulo Amarante – psiquiatra, professor da FIOCRUZ e presidente de honra da ABRASCO.
- Silvia Buarque – atriz
- Miriam Krenzinger – antropóloga e professora da UFRJ
- Luiz Eduardo Soares – antropólogo e ex-secretário nacional de segurança pública
- Enrique Diz – ator e diretor
- Letícia Sabatella – atriz
- Chico Cezar – cantor e compositor
- Barbara Santos – atriz
- Joyce Anselmo – cientista social
- Carolina Ferraz – atriz
- Leonardo Tonus – poeta e Maître de conférences habilite à diriger des recherches – Sorbonne Université
- Aline Moraes – atriz
- Luisa Arraes – atriz
- Gorete Milagres – atriz
- Karine Carvalho – atriz e cantora
- Flávia Lacerda – diretora de televisão
- Tico Santa Cruz – cantor e compositor
- Juarez Tavares – jurista e professor titular de direito penal da UERJ
- Zeze Mota – atriz e cantora
- Mariana Lima – atriz
- Gisele Cittadino – jurista e professora de direito constitucional da PUC-RJ
- Bárbara Paz – atriz
- Wilson Ramos Filho – jurista e professor titular de direito do trabalho da UFPR
- Guilherme Piva – ator
- Susana de Castro – filósofa e professora da UFRJ
- Alice Ruiz – poeta
- Everaldo Pontes – ator
- Bebel Gilberto – cantora
- Ana Cañas – cantora
- Afrânio Silva Jardim – jurista e professor de processo penal da UFRJ
- Ana Barroso – atriz
- Fabiano de Freitas – diretor
- Ana Beatriz Nogueira – atriz
- Jacqueline Muniz – Antropóloga e professora da UFF
- Renato Linhares – ator e diretor de teatro
- Peter Pál Pealbart – filósofo e professor titular de filosofia da PUC-SP
- Verônica Prates – produtora de teatro
- Luciano Elia – psicanalista e professor da UERJ
- Olivia Byington – cantora e violinista
- Antonio Quinet – psicanalista, dramaturgo e professor universitário
- Cleo Pires – atriz
- Flavia Vinhaes – economista
- Pally Siqueira – atriz
- Luciana Pessanha – escritora e roterista
- Geraldo Prado – jurista e professor de processo penal da UFRJ
- Marcia Rubin – atriz
- Marco Antonio Coutinho Jorge – psicanalista e professor da UERJ
- Regina Zappa – escritora, roteirista, jornalista e professora universitária
- Noa Bressane – cineasta
- Thula Pires – professora da PUC-Rio
- Silvero Pereira – ator
- Agostinho Ramalho Marques – jurista e psicanalista
- Elisabeth Bittencourt – psicanalista e escritora
- Leona Cavalli – atriz
- Ana Luiza Libâno – escritora
- Jacinto Nelson de Miranda Coutinho – jurista e professor titular de Processo Penal da UFPR
- Petra Costa – cineasta
- Laís Bondansky – cineasta
- Tata Amaral – cineasta
- Jorge Furtado – cineasta
- Beth Mendes – atriz
- Cristina Pereira – atriz
- Maria Augusta Ramos – cineasta
- Adilson José Moreira – jurista e professor universitário
- Marcos Breda – ator
- Mauro Lima – cineasta
- Debora Lamm – atriz
- Maeve Jinkings – atriz
- Gaudêncio Fidelis – curador de arte
- Katie Silene Cárceres Arguello – jurista e professora de criminologia da UFPR
- Eduardo Guerreiro Losso – professor de literatura da UFRJ
- Manoel Ricardo de Lima – poeta e professor de literatura da UNIRIO
- Julia Studart – poeta e professora de literatura da UNIRIO
- Aline Calixto – cantora
- Deborah Evelyn – atriz
- Sergio Verani – desembargador do Estado do Rio de Janeiro aposentado e professor da UERJ
- Debora Nascimento – atriz
- Julita Lemgruber – socióloga e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania
- Carlos Bobi – grafiteiro
- Dira Paes – atriz
- Jorge Natal – economista e professor aposentado da UFRJ
- Maria Casadevall – atriz
- Maria de Médicis – diretora de televisão
- Bruna Linzmeyer – atriz
- Sophie Charlotte – atriz e bailarina
- Fernando Horta – historiador e professor universitário
- Esther Dweck – professora de economia da UFRJ
- Cris Vianna – atriz
- Hugo Curti – artista plástico
- Maria Flor – atriz
- Emir Sader – cientista político e professor da UERJ
- Emanuele Araújo – atriz
- Tales Ab’Sáber – psicanalista e cineasta
- Vilma Piedade – escritora e ativista
- Fernanda Lima – atriz
- Thedy Correa – músico
- Maria Gadu – cantora
- Chico Brown – músico
- Lucia Souto – professora da FIOCRUZ
- Charles Feitosa – filósofo e professor da UNIRIO
- Mariana Ximenes – atriz
- Luis Felipe Miguel – professor de ciência política da UNB
- Débora Falabella – atriz
- Felipe Camargo – ator
- Margarida Lacombe Camargo – jurista e professora da UFRJ
- Catarina Abdala – atriz
- Marina Lima – cantora
- Ricardo Lodi Ribeiro – jurista e diretor da faculdade de direito da UERJ
- Nathalia Dill – atriz
- Alberto Pucheu – poeta
- Débora Nascimento – atriz
- Evandro Menezes de Carvalho – professor de direito internacional da UFF e da FGV.
- Smael Vagner – grafiteiro
- Julia Lemertz – atriz
- Daniela Gleiser – cineasta e jornalista
- Julia Marini – atriz
- João Menezes – neurocientista
- Letícia Colin – atriz
- Dríade Aguiar – editora e colunista
- Pedro Serrano – jurista e professor da PUC-SP
- Simone Mainieri Paulon – professora de psicologia social da UFRGS
- Renata Costa-Moura – psicanalista e presidente da Associação Franco-Brasileira de Direito e Psicanálise.
- Joana Jabace – diretora de televisão
- Salo de Carvalho – jurista e professor da UFRJ
- Mariana Assis Brasil Weigert – jurista e professora universitária
- Júlio César da Costa – articulador das Rodas Culturais
- Juliana Neuenschwander Margalhães – jurista e professora da UFRJ
- Camila Camiz – grafiteira
- André Lázaro – professor
- Paulo Fernando Carneiro de Andrade – teólogo e professor da PUC-RJ
- Miguel Baldez – Procurador do Estado do Estado do Rio de Janeiro e Assessor de movimentos populares e presidente do IECD
- Lua Leça – atriz
- Maureen Santos – ecologista e professora IRI/PUC -Rio
- Marcio Sotelo Felippe – jurista, ex-procurador geral do estado de São Paulo
- Priscila Camargo – atriz
- Wadih Damous – jurista e ex-presidente da OAB/RJ
- Virgínia Berriel – diretora da executiva nacional da CUT
- Maria Ignez Baldez Kato – defensora pública do Estado do Rio de Janeiro aposentada
- Antonio Grassi – ator
- Preto Zezé das Quadras – Músico, produtor cultural, ex-Presidente da CUFA e candidato a deputado estadual pelo PCdoB do Ceará.
- Daysi Bregantini – filósofa e editora
- José de Abreu – ator
- Marcia Semer – procuradora do estado de São Paulo
- Johnny Massaro – ator
- Zacarias Gama – professor da UERJ
- Luisa Lima – diretora
- Aori Sauthon – rapper
- Rudá Guedes Ricci – Cientista político
- Maria Clara Spinelli – atriz
- Vanessa Berner – jurista e professora titular de Direito Constitucional da UFRJ
- Bartira Macedo de Miranda – jurista e Diretora da Faculdade de Direito da UFG
- Denise Maurano – psicanalista e professora da UNIRIO
- Cristiano Ávila Marona – jurista e presidente do IBCCRIM
- Mãe Torody – Ialorixá
- Cesar Kuzma – professor de teologia da PUC-RJ e presidente da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (SOTER)
- Lusmarina Garcia – pesquisadora da UFRJ e pastora
- Vanda Gonçalves – Yalorixa
- Luiz Moreira – jurista
- Mãe Simone de Iemanjá – professora e especialista em gestão e história da África e cultura Afro-brasileira
- Tuca Moraes – atriz e produtora
- Luiz Fernando Lobo – diretor teatral
- Rogério Dutra – jurista e professor da UFF
- Otavio Muller – ator
- Schuma Schumaher – presidenta da Redeh
- Ivana Jinkings – editora
- Alessandra Negrini – atriz
- Pedro Abramovay – jurista e ex-secretário nacional de justiça
- Sheyla Smanioto – escritora
- Godofredo de Oliveira Neto – escritor
- Marlise Matos – cientista política, coordenadora do NEPEM e professora da UFMG
- Inez Viana – atriz e produtora teatral
- Felipe Castelo Branco – filósofo e psicanalista
- Renan Quinalha – jurista e professor da Escola Paulista de Política
- Sylvia Moretzsohn – jornalista e professor da UFF
- Roberto Tardelli – jurista e procurador de justiça aposentado de SP
- Penélope Martins – escritora
- Felipe Rodarte – produtor cultural, músico e compositor.
- Débora Abramant – psicanalista e articuladora do “Precisamos falar sobre o fascismo”
- Heloneida Neri – psicanalista
- Branca Oliveira – artista visual e professora da USP
- Filippo Pitanga – crítico de cinema
- Samantha Brasil – crítica de cinema
- Marcia Moura – cantora e partideira
- Maria Helena Barros de Oliveira – professora da ENSP-FIOCRUZ
- Pamela Castro – artista visual
- Erica de Freitas – produtora e roteirista
- Alice Wegmann – atriz
- Simone Paulino – escritora e editora
- Paula Fábrio – Escritora
- Marcelo Neves – jurista e candidato ao senado do DF pelo PT
- Marta Skinner – economista e professora da UERJ
- Pedro Paulo Carriello – jurista e defensor público do estado do Rio de Janeiro
- Tania Kolker – psicanalista e coordenadora técnica da clínica do testemunho do Rio de Janeiro
- Georgina Goes – atriz
- João Ricardo Dornelles – jurista e professor da PUC-RJ
- Gisele Fróes – atriz
- Olivia Santana – professora, escritora e candidata a deputada estadual pelo PCdoB da Bahia.
- Joana Borges – atriz
- Antonio Carlos de Almeida Castro – poeta e advogado
- Daniele Gabrich Gueiros – jurista e professora da UFRJ
- Hugo Cabral Carneiro – produtor cultural
- Renata Correa – escritora e roteirista
- Lucia Irene Reali – designer
- Rodrigo Ciríaco – escritor
- Xarlo Andrade – diretor de arte e cantor
- Rafael Borges – jurista
- Cláudia Gonçalves de Lima – Professora da UERJ
- Gladstone Leonel Júnior – professor da UFF
- Eufrásia Maria – defensora pública do estado
- Rosane Reis Lavigne – defensora pública do estado do Rio de Janeiro
- Tomaz Miranda – cantor e compositor
- Valência Lozada – produtora cultural
- Darlan Montenegro – cientista político
- Zanna Lopes – cantora e compositora
- Adriana Ramos – professora de direito constitucional do IBMEC
- Suzane Garrido – professora universitária
- Cristiano Monteiro – sociólogo e professor da UFF
- Adriana Geisler – professora e pesquisadora da Fiocruz
- Thiago Minagé – jurista e presidente da ABRACRIM-RJ
- Antonio Pedro Melchior – professor da UFRJ e músico
- Cejana Di Guimarães – jornalista
- Willian Lyra – cientista social
- Marcelo Laffitte – cineasta
- Adriana Marcondes Machado – rede Não Cala – USP
- Eli Ramos – roteirista e produtora audiovisual
- Daniel Cabral – professor da PUC-RIO
- Renata Tavares da Costa – defensora pública do estado do Rio de Janeiro
- Julio Cezar de Oliveira Braga – psicanalista e professor
- Raquel Moreno – psicóloga e pesquisadora
- Ana Luz – coordenadora de produção
- Aldine Marinho – psicanalista
- Paulo Cesar Gomes – historiador e escritor
- Alessandro Gemino – psicanalista
- Davi Pessoa – professor da UERJ e tradutor
- Alfredo Chamma – psicanalista
- Bethania Assy – professora da PUC-Rio
- Ana Cristina Figueiredo – psicanalista
- Ana Paula Barcellos – psicanalista
- Karen Kristina de Carvalho – diretora de fotografia e câmera
- André Morse – psicanalista
- Daniel Louzada – livreiro e empreendedor cultural
- Bruna Americano – psicanalista
- Bruno Netto dos Reys – psicanalista
- Luciana Sérvulo da Cunha – documentarista e diretora artística
- Carlos Renato Moreira Ferreira – psicanalista
- Marcelo Barbosa – advogado e escritor
- Carolina Domingues – psicanalista
- Cassia Amara da Conceição Bruno de Azevedo – psicanalista
- Julia Lanz Monteiro – jornalista
- Daniel Elia – psicanalista
- Dulcelina Xavier – cientista social
- Daniela Burlamaqui Silbert – psicanalista
- Carmen Foro – especialista em agricultura familiar e vice-presidente da CUT
- Denis Casagrade – psicanalista
- Magda Barros Biavaschi – juíza do trabalho aposentada e professora
- Diogo Pereira de Sousa – psicanalista
- Maria Martins – professora do IFPI
- Doris Luz Rinaldi – psicanalista
- Georgina Ribeiro Peronis Braga – psicanalista
- Julio Villas Boas – engenheiro
- John Luiz Baytack Beltrão de Castro – psicanalista
- Leonardo Pirovano – coordenador de produção e produtor executivo
- Jorge Luis Vicente de Barros – psicanalista
- Leilah Maria – coordenadora de produção
- Joyce Mesquita – psicanalista
- Cris Torres – fotógrafa
- Aline Bei – escritora
- Juliana Mesquita – psicanalista
- Katia Wainstock Alves dos Santos – psicanalista
- Daniela Pimentel – editora e produtora
- Laura Geszti – psicanalista
- Patrick Mariano – jurista e escritor
- Lenita Bentes – psicanalista
- José Carlos Moreira da Silva Filho – jurista e professor universitário
- Leonardo de Miranda Ferreira – psicanalista
- Gustavo Berner – jurista e advogado da Asduerj
- Luciano Guerrão – psicanalista
- Giliate Coelho Neto – médico de família e comunidade
- Marcella Laboissière – psicanalista
- Fernanda Martins – jurista e professora universitária
- Marçal Vale da Rocha – psicanalista
- Tamyres Reis – DJ
- Maria Silvia Elia Galvão – psicanalista
- Mariana Botelho Weil – psicanalista
- Augusto Jobim – jurista e professor da PUC-RS
- Mariana Mollica – psicanalista
- Marinaldo Santos – psicanalista
- Miriam de Oliveira Sousa – psicanalista
- Zora Motta – arquiteta, urbanista e fundadora do PDT
- Mirtes Medeiros – psicanalista
- Olga Almeida – psicanalista
- Oswaldo Luis Freitas Maia – psicanalista
- Leonardo Isaac Yarochewsky – jurista e professor universitário
- Paula Cerqueira – psicanalista
- Paulo Eduardo Viana Vidal – psicanalista
- Ricardo Alexandre Mateus de Souza – psicanalista
- Reinaldo Santos de Almeida – jurista e professor da UFRJ
- Rosemary Fiães Pinto – psicanalista
- Jaqueline Ferreira – psicanalista
- Maria Goretti Nagime Barros Costa – pesquisadora da UENF
- Sabrina de Freitas Rocha – psicanalista
- Sérgio Alarcon – psicanalista
- Brasilia Paula – psicóloga
- Sheila Brum Fonseca – psicanalista
- Mônica Barcellos Café – psicóloga e professora universitária
- Thiago Bruno Santos da Silva – psicanalista
- Vera Pollo – psicanalista e escritora
- Thiago Ferreira dos Santos – psicanalista
- Tatiana Fernandes – editora e blogueira
- Waldir Périco – psicanalista
- Antonio Pinto de Oliveira Neto – psicanalista
- Claudia Massote Prado – psicanalista
- Cacau Farias – jornalista e produtora
- Cristina Resende Valle Souza – psicanalista
- Giane Álvares Ambrósio Álvares – advogada e escritora
- Claudia Massote Prado – psicanalista
- Diogo Nonato Reis Pereira – psicanalista
- Junéia Martins Batista – secretária nacional da mulher trabalhadora
- Maria das Graças Carvalho Seda – psicanalista
- Maria Losane Sales Menezes do Monte Lima Silva – psicanalista
- Lucianna Herani Hamaoui – psicanalista
- Maria Luiza Quaresma Tonelli – advogada e professora
- Miriam Junqueira Nassar – psicanalista
- Liz Bárbara Silveira – documentarista
- Maria de Fátima Monnerat Cruz – psicanalista
- Rosane Carbalho da Silveira Abbade – psicanalista
- Pedro Rebelo – historiador, professor e membro do movimento Axé pela Democracia
- Marina Mendes Fiorenza – psicanalista
- Claudia Bonan – médica e professora da FIOCRUZ
- Teodora Aparecida Santos – psicanalista
- Ariana Lara de Lima – empreendedora cultural e ativista
- Ana Laura Prates Pacheco – psicanalista
- Maurício Dieter – jurista e professor de criminologia da USP
- Raul Pacheco Filho – psicanalista
- Marcio Tenenbaum – advogado e escritor
- Gisele Silva Araujo – socióloga e professora da UNIRIO
- Ruth Helena Dweck – Professora Associada da Faculdade de Economia – UFF
- Gloria Maria Moraes da Costa – Economista.
- Cosette Aragon, professora de Sociologia da rede pública do estado do Rio de Janeiro
- Gabriel Catão – Advogado
- Lilian Turon – Advogada
- Marcelo Barbosa da Silva, advogado e coordenador executivo do ICG (Instituto Casa Grande)
- Carlos Osório – jornalista
- Luiz Antônio Elias – economista, ex-secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia
- Waldeck Carneiro – professor da Faculdade de Educação e do PPGE da UFF
- Paulo de Tarso – diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
- Maria Luiza Franco Busse – jornalista
- Luiz Edmundo Aguiar – professor titular e ex-Reitor do IFRJ .
- Jauster Lima – ambientalista e ex-secretário de meio ambiente do PT RJ
- Artur Obino – pesquisador da Coppe/UFRJ
- Julian Carlo Fagootti – artista plástico e diretor de arte
- Tomaz Pinheiro da Costa – médico e professor da Faculdade de Medicina da UFRJ
- Alessandra da Silva Teixeira – engenheira de alimentos
- Ana Costa – professora do Departamento de Serviço Social da UFF Campos
- Andréa Rosana Fetzner – professora Unirio
- Angela Fontes – economista e conselheira do Cedim-RJ
- Andrea Matos – química e líder sindical
- Bruno Falci Medeiros – historiador e jornalista
- Cibele Vrcibradic – professora estadual aposentada.
- Christiane Gontijo – analista judiciário do TJRJ
- Clarissa Moraes de Sousa Bottari – enfermeira e sanitarista
- Cristiane Brasileiro – coordenadora de cursos de formação continuada da Fundação Cecierj
- Eugênia Loureiro – Arquiteta-urbanista e doutora em Ciência da Informação
- Eleny Guimarães – médica e sindicalista
- Fernando Pinto Pereira – músico
- Glorya Ramos – professora e sindicalista
- Laura Bitarelli Reboulet – doutora em Letras
- Lívia Santos Arueira Perret – auditora fiscal do trabalho
- Lucia Capanema Alvares – urbanista e professora da UFF
- Luiz Fernando Rojo – professor do Departamento de Antropologia da UFF
- Marcus Ianoni – professor do Departamento de Ciências Políticas da UFF
- Maria Alice Souza de Alencar – engenheira
- Maria José Carneiro – antropóloga
- Monica Rabelo – produtora cultural e pré-candidata a deputada estadual
- Maria Lúcia Siqueira Doria – professora do Ensino Médio
- Maria Rita Rezende – Atriz e produtora do Teatro de Roda
- Maria Tereza Marques Fázzio – Psicóloga
- Marília Falci Medeiros – Socióloga e professora da UFF
- Monique Sá – mestra em Memoria Social pela Unirio
- Naustria Albuquerque – historiadora, petroleira e pré-candidata a deputada estadual
- Nelma Tavares – economista
- Regina Lucia Barreiro de Almeida – Bibliotecária e produtora cultural
- Rejane Bueno Guerra – jornalista
- Ricardo de Moraes – produtor Cultural
- Ricardo Rabelo – jornalista
- Rogério Bitarelli Medeiros – sociólogo da arte e professor da UFRJ
- Rosalie Branco Correa – médica
- Thiago Toribio – petroleiro e filósofo
- Túlio Franco – professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFF
- Valdir Vieira Almada – biólogo e professor da rede pública estadual
- Valter Lucio de Oliveira – professor do Departamento de Sociologia da UFF
- Vaniza Schuch Pinto – ativista social
- Zora Motta – arquiteta-urbanista e fotojornalista
- Lérida Lago Povoleri – professora de economia da UFF
- Victor Tinoco – geografo
- Danilo Bragança – cientista politico
- Pedro Kosovski – diretor de Teatro
- Cesar Callegari – sociólogo
- Julia Callegari – internacionalista
- Caio Callegari – economista
- Monica Poli Palazzo – diretora de arte e pesquisadora
- Flavio Luiz Marcondes Bueno de Moraes – arquiteto, urbanista e professor universitário
- Lucas Bambozzi – artista plástico, curador e professor universitário
- Agnaldo Farias – curador e professor universitário
- Ricardo Porto – jornalista
- Nina Moraes – artista visual
- Patrícia Moran Fernandes – pesquisadora e professora universitária
- Marcus Vinicius Fainer Bastos – artista multimídia, pesquisador e professor universitário
- Luiz Augusto de Paula Souza – professor titular da PUC-SP
- Dângela Nunes Abiorana – pesquisadora e professora da rede pública de ensino
- Dudão Melo – pesquisador, produtor musical e filósofo
- Maria Luiza Carneiro Campos – documentarista, produtora de cinema e televisão
- Izabel Pinheiro – galerista de arte
- Dudu Tsuda – músico, performer e pesquisador
- Luciana Ohira – artista e pesquisadora
- Sérgio Bonilha – artista, pesquisador e professor universitário
- João Vargas – cineasta
- Yiftah Peled – artista e professor universitário
- Marina Maluf – professora de história
- Fernando Morais – jornalista
- Rogério da Costa – ensaísta, filósofo e professor titular da PUC-SP
- Max Alvim – produtor e diretor de cinema
- Celina Ramos – psicóloga
- Stella Senra – ensaísta, curadora, pesquisadora em cinema, vídeo e fotografia, professora universitária
- Laymert Garcia dos Santos – sociólogo, ensaísta, pesquisador e professor universitário
- Alexandre Maxwell – artista visual
- Laura Lima – artista visual
- Ernesto Neto – artista visual
- Marcela Cantuária – pintora
- Letícia Brito – poeta
- Daniela Labra – crítica e curadora
- Bruno Oliveira – produtor cultural
- Rafael Mike – dream team do passinho
- Simone Cupello – artista visual
- Simone Rodrigues – artista e educadora
- Fernanda Sattamini – publicitária
- Bernardo Mosqueira – curador
- Marcos Bonisson – artista visual
- Ademar Britto – colecionador
- Francisco Marshall – professor de história da UFRGS
- Edson Souza – professor de psicologia UFRGS
- Liliane Froemming – psicanalista APPOA
- Maria Teresa Pereira – professor de administração da UFRGS
- Nair Iracema Silveira – professor de psicologia da UFRGS
- Magda Dimenstein – professora de psicologia da UFRN
- Candida Dantas – professora de psicologia da UFRN
- Claudia Penido – professora de psicologia da UFMG
- Roberta Romagnoli – professora de psicologia da PUC-MG
- Rosane Neves da Silva – professora de psicologia da UFRGS
- Maria Teresa Nobre – professora de psicologia da UFRN
- João Paulo Macedo – professor de psicologia da UFPI
- Andrea Nocchi – juíza do trabalho aposentada
- Laura Lamas Gonçalves – psicóloga UNICAMP
- Rosane Ramalho – psicanalista da APPOA
- Martinho Silva – professor de saúde coletiva da UERJ
- Carmen Silveira de Oliveira – professora e esquizoanalista
- Maria de Fatima Fischer – professora de psicologia da UNISINOS
- Maria Judete Ferrari – psicóloga da Prefeitura Alegrete – RS
- Ana Maria Ribeiro – técnica de assuntos educacionais e mestre em Ciência da Informação da UFRJ
- Maria de Lourdes Rangel Tura – professora associada do Programa de Pós-graduação em Educação da UERJ
- Michelle Menezes Wendling – Professora do Instituto de Psicologia da UERJ
- Morgana Eneile – mestranda em Educação da UNIRIO, licenciada em Artes Visuais e ativista cultural
- Beto Novaes – economista, documentarista e professor da UFRJ
- Eliane Ribeiro – Professora da UNIRIO
- Elisa Guarana de Castro – antropóloga e professora do departamento de Ciências Sociais da UFRRJ
- Fátima Lobato – professora da Faculdade de Educação da UERJ
- Helder Molina – doutora em políticas públicas e formação humana, professora da Faculdade de Educação UERJ
- João Hallak Neto – doutor em Economia e analista do IBGE
- Maria Onete Lopes Ferreira – professora associada da UFF
- Monica Pelegrino – professora da UNIRIO
- Paulo Carrano – professor da UFF
- Regina Novaes – antropóloga e professora da UFRJ e da UNIRIO
- Roberto Girafa – professor de História
- Rubia C. Wegner – professora da UFRRJ
- Severine Macedo – pesquisadora da UNIRIO
- Acácia Cristina Reis de Andrade Brito – cirurgiã-dentista e escritora
- Adriana Valle Mota – socióloga e pedagoga
- Agostinho Guerreiro – engenheiro
- Aline Souza – comunicadora da Casa Fluminense
- Ana Laura Becker de Aguiar – analista de política social e doutoranda em Direito
- Andrea Capella – diretora de fotografia
- Artur Obino Neto – pesquisador da Coppe/UFRJ
- Áurea Alves – produtora cultural
- Bernardo Karam – professor do Instituto de Economia da UFRJ
- Carmen Lúcia Diniz dos Santos – coordenadora do comitê carioca de Solidariedade a Cuba
- Claudia Versiani – Professora da PUC-RJ e membro do grupo teatral Militantes em Cena
- lovis Teixeira Marques – bancário aposentado e escritor
- Cristiane Vianna Amaral – jornalista do #MAPADASMINA
- Danielle Corrêa Tristão – publicitária
- Debora Franco Lerrer – cientista social
- Dulce Pandolfi – historiadora
- Eduardo Mendes Callado – economista e professor da UFRRJ
- Floriano Godinho de Oliveira – geógrafo e pesquisador da UERJ
- Gabriel Seibel Machado – músico e professor
- Gloria Maria Moraes da Costa – professora de economia
- Graça Lago – jornalista e ativista política e cultural
- Guilhermina Ierece Veloso Lima – professora
- Havana de Moraes Marinho – doutora em Economia Política Internacional
- Helio Silva – Economista
- Henrique Chveidel – jornalista
- Jitman Vibranovsky – ator, diretor e produtor teatral
- José Luciano de Souza Menezes – engenheiro civil e professor aposentado da UFRJ.
- Juliana Moreira – economista e gestora pública do Estado do Rio de Janeiro
- Kadu Machado – jornalista
- Kátia Maria Caldeira Pires – médica e sindicalista
- Liana Carvalho Santos – jornalista
- Livia Santos Arueira Perret – doutoranda em ciências da administração
- Lucilene Malaquia da Silva – administradora
- Luís Cláudio Martins Teixeira – advogado
- Marcelo Barbosa da Silva – advogado e coordenador executivo do ICG (Instituto Casa Grande)
- Marcos Rocha – Doutor em políticas públicas e formação humana e professor da UERJ
- Maria Clara Lanari Bo – midiativista e educadora
- Neli Maria Castro de Almeida – professora do Instituto Federal de Educação do Rio de Janeiro
- Paulo Camillo Pinto de Gusmão – economista
- Rodrigo de Carvalho Martins – advogado e escritor
- Rosalie Branco Correa – médica e professora da UFRJ
- Rossana Lourenço Silva Ramos – professora, arte-terapeuta e atriz
- Samuel Aarão Reis – educador
- Sérgio Batalha Mendes – advogado trabalhista e diretor do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro
- Silvia da Cunha Vieira – advogada e escritora
- Liliane Brum – antropóloga e ativista social
- Simone Lial – cantora e professora de técnica vocal
- Tiago Nery – doutor em ciência política pelo IESP-UERJ e gestor público
- Afonso Celso Castro de Oliveira – Arquiteto e Urbanista.
- José Noronha – médico da Fiocruz.
- Glória Seddon – artista plástica, psicóloga e professora
- Giselle Guerisoli – arquiteta
- Bernardo Cotrim – jornalista
- Inês Patricio – professora do PPGCP da UFF
- Maíra Santafé – jornalista, cantora, compositora e poetisa
- Fatima Lacerda – jornalista
- Bruno Falci – jornalista e historiador
- Daniel Spirin Reynaldo – jornalista
- Clarisse Duarte Meireles – jornalista
- Aline Delcarpe – jornalista
- Aparecido Lima – jornalista
- Jaqueline Gomes de Jesus – escritora e professora de Psicologia do IFRJ
- Glorya Ramos Ramos – professora de matemática da UERJ
- Príscila Carvalho – Filósofa e feminista, pesquisadora docente UFRJ (PNPD- CAPES)
- Maria Thereza Miranda Rocco Giraldi, Professora Titular do IME.
- Ciomara Santos – Mestre em Serviço Social pela PUC Rio e Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Política Social da Escola de Serviço Social da UFF.
- Inês Pandeló – Jornalista, professora, ex-prefeita de Barra Mansa e ex-deputada estadual, pelo PT.
- Vanessa Costa-mestranda em Estado, Governo e Políticas Públicas – FPA/Flacso
Texto obtido na página do Brasil 247; lis
ta atualizada conforme nos enviam os nomes.
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Geral
A satanização do Irã pela mídia ocidental, um processo em desconstrução
Publicadoo
2 dias atrásem
12/07/26
Eduardo Nunes Campos*
Desde 1979, ano da Revolução Islâmica, o Irã e a sociedade iraniana são rotulados mundo afora como símbolos de terrorismo, de crueldade, de violência, de preconceito. Essa imagem foi sendo sistematicamente construída pelo mainstream ocidental, através das grandes mídias e do cinema, sobretudo a partir dos Estados Unidos e da Europa, em especial o Reino Unido, de seus aliados em outros continentes e dos vizinhos árabes da civilização persa.
Para além das mudanças internas promovidas pelas lideranças xiitas que assumiram o poder, o Irã, antes totalmente subjugado aos interesses dos Estados Unidos e da Inglaterra, tornou-se o país mais anti-imperialista do mundo, minando o poder do Império na Ásia Ocidental. A região passou a ser taxada de Oriente Médio a partir do final do século XIX, refletindo a visão eurocêntrica do continente, que se considerava a grande referência histórica e cultural do planeta.
O isolamento do país na região se expressa na criação do Conselho de Cooperação do Golfo, em 1981, constituído pela Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Kwait e Omã. O surgimento da instituição reflete a desconfiança desses países em relação à Revolução Islâmica, mas é instigado pelos Estados Unidos. Em 1980 emerge a “Doutrina Carter”, segundo a qual o país usaria força militar para defender seus interesses no Golfo Pérsico, mirando sobretudo o petróleo e em contraposição à invasão do Afeganistão pela União Soviética. A partir da chamada “Guerra do Golfo” (1990-1991), bases estadunidenses foram instaladas em todos os países do Conselho.

A construção da imagem do Irã como um Estado terrorista contradiz sua história. Desde o final do século XVIII o país não ataca nenhum outro, a não ser revidando agressões sofridas. É oponente declarado das facções islâmicas extremistas e sectárias, como os salafistas, aos quais se vinculam o Al-Qaeda e o Estado Islâmico.
Essa falsa imagem do país forjada pelo Ocidente atingiu diretamente os iranianos, que passaram a ser vistos como um povo violento, atrasado e preconceituoso. A iranofobia é uma junção de estereótipos, xenofobia e islamofobia. O que a torna mais grave ainda é o fato de ter sido assimilada por parte expressiva do mundo progressista, em função da escassez ou mesmo da inexistência, até recentemente, de canais globais de alcance significativo capazes de fazer uma contraposição efetiva ao mainstream.
Ao contrário da visão propagandeada, os iranianos são muito inteligentes e cultos. Amantes das artes, são historicamente conhecidos por sua tapeçaria única, destacando-se também sua arquitetura, a poesia, a música, a caligrafia como arte visual e a produção de filmes excepcionais. Seu lazer inclui também a prática sistemática dos piqueniques envolvendo familiares e amigos.
Destaca-se ainda em sua cultura a celebração do Ano Novo, o Nowruz, que se inicia entre 20 e 21 de março, quando começa a primavera, e se estende por 13 dias. Na véspera da última quarta-feira do ano persa realiza-se um ritual de fogo por todo o país, chamado “Chaharshanbe Suri”, que tem origem no zoroastrismo. As pessoas acendem fogueiras em espaços abertos ao longo da noite e saltam sobre as chamas para se purificar e afastar o que de negativo aconteceu no ano que se passou e emanar energias positivas e saúde para o ano que se inicia.

A sociedade apresenta traços de modernidade que contrastam com outros de natureza conservadora. O homem é considerado o provedor da família e tem que oferecer um dote à mulher quando se casam, mas contingente significativo de mulheres já tem seu lugar no mercado de trabalho. As mulheres, a despeito das restrições que lhes são impostas pela República Islâmica, cujas normas têm forte componente machista, ocupam posição de relevo em várias áreas, constituindo cerca de 60% dos estudantes universitários do país, com destaque para sua presença nas áreas de Engenharia e Ciências.
O índice de natalidade é baixo e o de alfabetização próximo dos 90%, sendo de quase 100% entre os jovens. A taxa de divórcio é elevada, superior a 50% em algumas grandes cidades, sendo parte dessa taxa derivada da pressão da mulher sobre o marido para pagar o dote ou aceitar a separação. As taxas de feminicídio não são conhecidas, mas não há indícios de que sejam elevadas. A legislação, contudo, é leniente com o marido que mata a esposa quando o adultério é inequivocamente comprovado, sendo perdoado ou recebendo uma pena leve, pelo fato de a traição da mulher, e apenas dela, ser considerada crime contra a honra.
Um dado curioso é que, apesar de o aborto e a homossexualidade serem vedados, o Irã é um dos países do mundo em que mais se realizam cirurgias de mudança de gênero, parte das quais custeadas pelo Estado. Está também no topo das rinoplastias, cirurgias para remodelar o nariz, percebidas cotidianamente nas ruas de Teerã. Em sentido contrário, raramente se encontra no Irã um homem usando gravata, vista como símbolo de opressão e da influência imperialista ocidental.
Os iranianos são doces, acolhedores e generosos, talvez como nenhum outro povo em todo o planeta. Estrangeiros que visitam o país são frequentemente convidados para jantares e chás em suas casas e, por vezes, até mesmo a se hospedarem nelas. Tratamento especial é dispensado aos visitantes, quaisquer que sejam eles, parentes, amigos ou aqueles até então desconhecidos. São sempre servidos em primeiro lugar e alvos de permanente atenção dos anfitriões.
A origem dessa hospitalidade e simpatia está na cultura persa e se expressa em um gesto de cortesia conhecido como “taarof”. Quando uma pessoa oferece alguma coisa a outra a praxe é inicialmente ouvir um “não, obrigado” como resposta. Se ela insiste é uma demonstração de que não se trata de uma oferta retórica, mas efetiva. Esse gesto polido é comum até mesmo quando se tem que fazer um pagamento de uma compra ou serviço prestado, quando o credor costuma recusar o dinheiro na primeira tentativa de quitação da dívida.
Mas há um fator adicional à cultura persa que ajuda a entender a postura simpática dos iranianos em relação aos estrangeiros que visitam o país: a consciência de que são um povo estereotipado, hostilizado e objeto de profundo preconceito ao redor do mundo. Sentem-se todos extremamente injustiçados com a visão discriminatória de que são vítimas, sejam os apoiadores da República Islâmica sejam seus opositores, que concordam, em maior ou menor grau, com críticas dirigidas ao sistema de poder e não admitem ser confundidos com ele.
Nem tudo, entretanto, são flores na sociedade iraniana para os não nativos no país. Os árabes, com quem são confundidos com frequência, são alvos de um enorme preconceito, cuja origem remonta ao passado de ambas as civilizações. Pertencem a grupos étnicos, linguísticos e culturais distintas, sendo a maioria dos iranianos de origem persa, havendo também um contingente significativo de azeris e curdos e em menor grau de outras etnias. Essa diversidade inclui até mesmo árabes, que constituem cerca de 2% da população nativa.
Adicionam-se às diferenças históricas as religiosas e as disputas pela hegemonia da região. Os iranianos que professam o islamismo são adeptos da corrente xiita, enquanto a maioria dos países árabes são de maioria sunita, exceção feita ao Iraque e ao Bahrein. Há também zoroastristas, judeus e cristãos no país e um número expressivo de seculares e ateus nas camadas mais jovens.
A guerra em curso e a primeira ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o país, em junho de 2025, estão tendo um papel importante na desconstrução dessa falsa imagem do Irã e de seu povo. A mídia convencional do Ocidente já não consegue esconder que o Irã é a vítima e não o algoz, ainda que continue se esforçando para sustentar que, em última instância, o país é o responsável pelos conflitos na região, e não a aliança entre o Império e os sionistas.
A unidade dos iranianos contra as agressões de que são alvos é um outro fator importante de desmascaramento da mídia mainstream. Não se trata de ignorar as contradições do país, o descontentamento de parcela considerável da população com a República Islâmica, mas de defender a sua soberania e da compreensão majoritária de que cabe aos iranianos, e tão somente a eles, resolverem os seus problemas internos.
O expressivo fortalecimento da mídia alternativa tem também cumprido um papel de grande relevo nesse processo. Cresce significativamente o alcance de canais progressistas no youtube, a plataforma substack, os sites contra-hegemônicos. Não por acaso, recente pesquisa feita a partir dos Estados Unidos constatou que Israel é hoje o país mais odiado do planeta, além de ter perdido o apoio da maioria da população estadunidense, o que seria impensável até alguns anos atrás.
O resgate das enormes qualidades do povo iraniano, de sua inteligência, de sua sabedoria e de sua cultura não deve ser visto apenas como uma reparação das injustiças que contra ele têm sido cometidas ao longo das últimas décadas, mas como um aprendizado para os segmentos progressistas da sociedade mundial que se deixaram enganar pelas falácias da mídia convencional do Ocidente. Ao mesmo tempo é imprescindível reconhecer e valorizar as ações anti-imperialistas da República Islâmica do Irã, independentemente de diferenças culturais ou mesmo ideológicas que se possa ter com ela.
(*) Jornalista
Internacional
IRÃ: A GUERRA DAS CRIANÇAS
Irã se prepara para receber 20 milhões de peregrinos nas cerimônias de despedida do aiatolá Khamenei, que se iniciam na próxima sexta-feira (3)
Publicadoo
2 semanas atrásem
02/07/26
Assassinato de 168 meninas, além do aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia dos bombardeios americanos-sionistas contra o Irã, mobiliza o país persa e engaja as crianças
O Irã se prepara para uma colossal manifestação de unidade nacional a ser realizada durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, que se iniciarão na próxima sexta-feira (3), quatro meses depois de seu assassinato, no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra mais recente dos Estados Unidos e Israel contra o país persa. Há quatro meses, o presidente Donald Trump anunciava seu principal objetivo: derrubar a teocracia xiita, que governa o Irã desde a revolução islâmica de 1979, e se apossar das suas imensas reservas petrolíferas nacionais. Quatro meses depois, o Irã segue insubmisso já que logrou impor duras derrotas à coalizão EUA-Israel. E é nesse quadro, tendo conquistado um acordo de paz ainda frágil, que o Irã se organiza para receber estimados 20 milhões de peregrinos nas cerimônias fúnebres que homenagearão Ali Khamenei.
Uma pequena amostra desses preparativos foi o que os observadores brasileiros puderam testemunhar na noite de ontem, sob lua cheia e temperatura de 34 graus Celsius. Em uma praça no norte da capital Teerã, todas as noites desde o assassinato do dia 28 de fevereiro, se reúnem iranianos — a maioria deles praticantes da fé xiita — para homenagear o aiatolá Ali Khamenei, as 168 meninas com idades entre 7 e 12 anos, mortas por bombardeio americano no mesmo dia na escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, e centenas de outras vítimas da guerra.
A delegação brasileira está hospedada em um hotel localizado a aproximadamente cem metros de um prédio que foi destruído por um bombardeio. As ruínas são visíveis. O clima nas ruas é de calma, mas de luto evidente. As cerimônias noturnas reúnem centenas de pessoas — e, em algumas cidades, milhares. Em Teerã, cidade de 10 milhões de habitantes, essas manifestações ocorrem simultaneamente em várias praças, espalhadas por vários bairros. Os participantes cantam, empunham bandeiras do Irã e choram abertamente. É impressionante o envolvimento das crianças iranianas nessas cerimônias.




O assassinato das 168 meninas na escola de Minab, gerou uma mobilização expressiva entre o público infantil. Na praça onde estive, crianças participavam da cerimônia: agitavam bandeiras, brincavam e cantavam músicas em homenagem às colegas mortas e ao líder supremo morto. “Podia ser eu”, disse um menino de 15 anos à reportagem, depois de sair com uma miniatura do drone Shahed-136, fabricado no Irã, arma de guerra “revolucionária”, segundo o comandante Robinson Farinazzo, da Marinha brasileira. Com um custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o Shahed conseguiu confundir os sistemas de defesa dos EUA e esteve envolvido na derrubada de aeronaves norte-americanas e no ataque a navios cargueiros que se aventuraram pelo estreito de Ormuz, controlado pelo Irã. Cada miniatura do Shahed, impresso em 3D, e vendida na praça, saía pelo equivalente a US$ 3, mesmo preço da miniatura do míssil Fattah-1, outra jóia do arsenal iraniano, um míssil “hipersônico” que viaja em direção ao seu alvo a uma velocidade cinco vezes maior do que a velocidade do som (cerca, 6.100 km/hora). Os meninos adoram.
Segundo a organização do enterro, o corpo do aiatolá Khamenei, em caixão fechado, deixará Teerã nos próximos dias e percorrerá cidades do Irã e do Iraque (Najaf e Karbala), onde se encontram santuários sagrados do islamismo. O enterro ocorrerá no local que ele determinou em testamento.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, uma cerimônia de homenagem para líderes estrangeiros e autoridades de alto escalão está prevista para 3 de julho em Teerã. Cerimônias públicas de despedida estão marcadas para os dias 4 e 5 de julho no Imam Khomeini Mosalla, na capital. Uma procissão fúnebre em Teerã está agendada para 6 de julho. Outras cerimônias estão programadas para 7 de julho em Qom, 8 de julho em Najaf e Karbala, e 9 de julho em Mashhad, cidade no nordeste do Irã, terra natal de Khamenei. Ele será sepultado no Santuário do Imam Reza, um dos locais mais sagrados do Islã xiita.
Em tempo: estou usando véu, em sinal de respeito aos preceitos religiosos xiitas. Também me visto de forma respeitosa em relação dos preceitos religiosos quando compareço a cerimônias católicas, evangélicas, judaicas ou do candomblé. Mas, andando pela cidade de Teerã, vi muitas (muitas mesmo) mulheres sem véu. Trata-se de um sinal evidente de distensão da norma.
Por Laura Capriglione é enviada especial a Teerã, para a TVT e Jornalistas Livres
Geral
O caso Mariana Ferrer, por Honoré de Balzac
Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.
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6 anos atrásem
07/11/20O caso Mariana Ferrer por Honoré de Balzac
Por Dirce Waltrick do Amarante*
Quando o escritor francês Honoré de Balzac teve acesso ao vídeo da audiência de Mariana Ferrer, ele decidiu escrever o Código dos homens honestos, isso nos idos de 1875, mas só agora estou tornando públicas suas palavras, que estavam sob segredo de justiça.
Em uma análise bastante rigorosa, Balzac lembra, em primeiro lugar, que sabemos perfeitamente bem que “em princípio, ficou estabelecido que a justiça seria para todos, mas […]” . A tradução é de Léa Novaes, pois Balzac tinha dificuldade em escrever em português.
Dito isso, ele fala da figura do procurador. Em tempos idos, diz Balzac, os procuradores “levavam tão a sério o interesse de um cliente que chegavam a morrer por eles”. Além disso, eles “nunca frequentavam a sociedade”, e se a frequentassem eram vistos como “monstros”, mas hoje, “hoje tudo está monetarizado: já não se diz que Fulano foi nomeado procurador-geral, vai defender os interesses de sua província […]. Não, nada disso; o senhor Fulano acaba de conquistar um belo posto, procurador-geral, o que equivale a honorários de vinte mil francos […]”.
Balzac ia falar da figura do juiz e do defensor público, mas depois de tudo que assistiu ficou sem as palavras justas para descrevê-los.
Então, o escritor francês decidiu se debruçar sobre o papel do advogado, que “frequenta bailes, festas […] despreza tudo o que não é elegante”. E, diz Balzac, “Justiça seja feita aos advogados […]! São os decanos, os chefes, os santos, os deuses da arte de fazer fortuna com rapidez e com uma sagacidade que os torna merecedores de muitos elogios”.
Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.
Não citei na íntegra o texto do Balzac, porque foram esses os únicos fragmentos aos quais tive acesso, os outros foram apagados.
*Formada em Direito, em 1992, na Universidade Federal de Santa Catarina
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