GALERIA DE MULHERES QUE FAZEM HISTÓRIA E MUDAM O MUNDO

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Sindicalistas lançam cartões biográficos de 15 mulheres que fazem história

De Norte a Sul, no campo, na floresta, nas margens dos rios, nas cidades, nas escolas, no parlamento, nos laboratórios: em cada canto do Brasil e em todas as partes do mundo, mulheres fazem história. Elas lutam por um lugar de direitos para seus povos, rasgam os dispositivos jurídicos de exclusão, revolucionam a arte. Fazem descobertas que alteram o curso da ciência, desenvolvem tecnologias que são apropriadas pelo mundo masculino, lutam por justiça, paz e liberdade. Dandara, Sônia Guajajara, Antonieta de Barros, Lise Meitner, Ângela Davis, Carolina de Jesus, Elisabeth Altino Teixeira, Nisia Floresta, Hedy Lamarr, Fernanda de Pinho Werneck, Lyudmila Pavlichenko, Maryam Myrzakhani, Olympe de Gouges, Valentina Tereshkova, Ada Lovelace. Estas e muitas outras mulheres transformaram o curso da vida em sociedade nas mais diversas áreas da política, do conhecimento e da cultura. Mesmo que seus nomes sejam apagados das descobertas, dos acontecimentos históricos e das enciclopédias. No Dia Internacional das Mulheres, o Sindicato Nacional da Educação Básica Federal (Sinasefe) lança a galeria biográfica de 15 mulheres incríveis que transformaram a história no Brasil e no mundo. É para que ninguém esqueça: a força que gera a vida e gira o mundo tem sangue, lágrima, suor, talento e sabedoria feminina! (Raquel Wandelli)

MULHERES QUE FAZEM HISTÓRIA

Por Elenira Vilela, feminista, líder sindical, professora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

As mulheres fizeram e fazem a história. Mudam a arte, desenvolvem a ciência e a tecnologia, estão nas lutas por paz e liberdade, movimentam o mundo. Mas nem sempre os nomes das mulheres estão escritos na história. A sociedade machista e patriarcal, as variadas formas de opressão e exploração e o capitalismo invisibilizam as mulheres na sua participação nos rumos da vida humana. Tentam escondê-las no espaço privado dos cuidados domésticos e mantê-las como propriedade de seus pais, maridos ou namorados, de seus sacerdotes e patrões.

Neste #2018M vivemos o #TempoDeRebelião em que durante a Greve Internacional de Mulheres buscamos romper com as mais variadas formas de opressão e violência. E a Seção IFSC (Instituto Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina) do Sinasefe (Sindicato Nacional da Educação Básica Federal) se rebela contra essa invisibilidade publicando cartazes que destacam a contribuição da mulher na história, na arte e na ciência, na tecnologia e na luta pela liberdade e por direitos. A Comissão Preparatória da seção para o 8M selecionou 15 mulheres brasileiras e estrangeiras, brancas, negras e indígenas, de várias partes do mundo, incluindo algumas do Brasil que tem produção destacada em suas áreas para resgatar a importância de cada uma. Foi muito difícil fazer essa seleção e certamente há milhares de mulheres importantíssimas que ficaram de fora desta vez, mas o intuito é mostrar que as mulheres, apesar de inferiorizadas, combatidas, violadas, lutam e conseguem intervir nos rumos da vida no planeta. Elas participam da História cada vez mais, especialmente derrotando o machismo e o patriarcado.
Para superar uma sociedade misógina é preciso conhecer a história e a contribuição dessas mulheres fortes que se destacam! O site do Sindicato traz detalhes dessas biografias em links que contam um pouco mais de cada uma delas. Acesse: https://www.facebook.com/Sinasefe/

Encontro Nacional de Mulheres busca um sindicato sem machismo

“Por um sindicato classista e sem opressões!” Esse foi o tema escolhido para o Encontro Nacional de Mulheres do Sinasefe, que vai acontecer no período de 23 a 25 de março de 2018, em Brasília. A atividade é exclusiva para mulheres. Como
as demais atividades do Sindicato Nacional, o Encontro terá o serviço de creche/cuidadores para comodidade das crianças que acompanharem as participantes. Durante três dias de evento (noite de sexta-feira, sábado e domingo), serão realizadas quatro mesas de debates, apresentações artísticas, grupos de trabalho e uma plenária final.

Programação do Encontro:

Sexta-feira (23/3)
Início: 17h.
Apresentação artística.
Mesa de abertura: Conjuntura Nacional e atuação política e sindical das mulheres
Sarau artístico e Coquetel.

Sábado (24/3)
08h às 12h – Mesa de debates: Mulher, Raça e Classe: mulheres negras e indígenas.
12h às 14h – Almoço.
14h às 16h – Grupos de Trabalho.
16h30min às 19h30min – Mesa de debates: Mulheres LBT: Gênero, Sexualidade, Visibilidade e Representatividade.
19h30min – Programação Cultural.

Domingo (25/3)
8h às 12h – Mesa de debates: Violências: do assédio ao feminicídio.
2h às 14h – Almoço.
4h às 18h – Plenária Final

 

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