Terça (14), mais violência contra pessoas na cracolândia em São Paulo

TERÇA (14), MAIS VIOLÊNCIA CONTRA PESSOAS NA CRACOLÂNDIA, SP

A população do entorno do bairro da Luz, na região conhecida como Cracolândia é hoje, sem dúvida, a mais desvalida da cidade. E em tempo de pandemia do Coronavírus a situação parece ter piorado, principalmente depois do fechamento do Atende 2, único equipamento disponível para higienização, alimentação e repouso para alguns dos dependetesque ali estão.

Diariamente usuários de Crack e outras drogas, continuam sem atendimento adequado, baseado, no mínimo, numa política de redução de danos e seguem sendo violentados pela Polícia Militar do Estado de SP e Guarda Civil Metropolitana. O único “tratamento” que recebem é o de “caso de polícia” e para se defenderem dos ataques diários, das balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e muita porrada, correm pelas ruas do entorno da Luz, onde todo o comércio local está fechado, cumprindo o decreto municipal de isolamento social.

Uma liminar judicial derrubou a decisão de manter fechado o Atende 2. Mas até agora, nada aconteceu e o Atende continua fechaNuma ação judicial, a Defensoria Pública do estado pede, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, que a Prefeitura seja proibida de fechar o serviço Atende, até o fim da emergência decorrente da pandemia de Covid-19, devendo ser mantidos, no mínimo, os serviços voltados às necessidades básicas e primárias de acesso à água, banheiro, distribuição de kits de higiene e alimentação no local.

Além disso, que seja determinado que a Prefeitura elabore um plano específico para atendimento de pessoas em situação de rua durante a epidemia de Covid-19 que se encontram na região conhecida como Cracolândia, intensificando as ações para acesso a alimentação, equipamentos sanitários e de prevenção de doenças, e que sejam distribuídos materiais informativos voltados à população em situação de rua da região da Luz, em linguagem clara, objetiva e acessível, sobre a doença e como se prevenir.

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