Tarso Genro comenta a recém-criação da Internacional Progressista

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Por Bruno Falci e Luiza Abi Saab, de Portugal, especial para o Jornalistas Livres

 

Este e outros temas atuais que envolvem a grave situação política e sanitária do Brasil são abordados por Tarso Genro, um dos quadros históricos mais importantes do PT desde a sua fundação. Arquiteto do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, Tarso foi deputado constituinte e federal, sendo duas vezes prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul. Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva foi ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça, tendo presidido também o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social  Ocupou interinamente a presidência do PT em 2005.

A Internacional Progressista é uma iniciativa de mais de 40 políticos e intelectuais de todos os continentes,  entre os quais se destacam  o norte-americano Noam Chomsky, a canadense Naomi Klein e políticos em atividade como a primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, o  deputado e ex-ministro de Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, e a ministra argentina de Mulheres, Gênero e Diversidade Elizabeth Gómez Alcorta. O movimento conta com a presença de  líderes latino-americanos como o ex-presidente equatoriano Rafael Correa,   o ex-vice-presidente boliviano Álvaro García Linera, o ex-prefeito de São Paulo e candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência em 2018 Fernando Haddad, O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro.

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Na ultima vez que estivemos com Fernando Haddad e Tarso Genro foi aqui em Lisboa para cumprir agenda, em janeiro de 2019,em uma das suas viagens internacionais visando a fundação da Internacional Progressita. Veja abaixo a cobertura dessa visita em Portugal feita pelo Jornalistas Livres.

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Segundo Tarso Genro, a questão do internacionalismo está encravada na ideia clássica, marxista, que vem dos eventos do século passado, como também na socialdemocracia, que foi uma alternativa política forte contra o sistema do capital.

“Da minha parte, esta ideia foi concebida não propriamente como uma organização, como foi feito agora, que é uma novidade lançada pelo Sanders e alguns outros intelectuais europeus e americanos.Mas a ideia que nenhuma questão local, questão regional, questão global importante deixa de ser também uma questão internacional. Todos os fatos, por exemplo, o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, ocorre em um município. Todas as questões relacionadas com a inserção soberana do país ou da região na globalização econômica para disputar o seu espaço e estabelecer as suas alianças, é sempre uma questão que transcende as fronteiras políticas e as fronteiras geográficas  e as fronteiras geopolíticas onde este lugar está situado. Trabalhamos muito esta ideias a partir da administração popular em Porto Alegre.

O ministro acrescenta:

“Eu fui o primeiro prefeito do Rio Grande do Sul – e, quem, sabe do Brasil – que tomou duas iniciativas importantes. Primeiro, organizar em um terreno local uma instituição comunitária de crédito. Através dela, o municio se comunicava com  as agencias internacionais privadas e públicas para financiar projetos do Estado. Depois, criamos uma secretaria municipal de relações internacionais, Nesta, estabelecemos uma profunda relação com a Itália, Espanha, França e Portugal. Assim, estendemos os laços políticos do nosso governo para um conjunto de países, inclusive latino-americanos. Fundamos aqui também uma entidade de prefeitos do Mercosul, estabelecida a partir desses critérios de solidariedade internacional progressista e que, inclusive, existe até hoje”.

Para Tarso Genro, essa novidade agora da formalização da Internacional Progressista é um avento extraordinário.

“Eu estava tratando desse assunto agora mesmo com o Fernando Haddad, através de e-mails. Aquela questão que nos estruturava no plano socialista do século passado está sendo substituída agora por internacionalismo que vai além da ideia socialista, que vai da solidariedade humana, da justiça social, intercâmbio democrático entre os países e da sustentação mútua de projetos democráticos e progressistas, em países que estão sendo avassalados, atacados duramente pela fúria fascista, como no Brasil.

Tarso afirma que tem como projeto fazer tudo para que essa ideia – a Internacional Progressista – vingue, pois ela não é somente uma ideia generosa, uma ideia transformadora das relações internacionais – é também uma ideia necessária. E conclui: “Ninguém vai mais conquistar um projeto democrático, moderno, avançado, participativo sem que haja essa solidariedade internacional e no campo progressista em geral”.

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