Pior ministro da Educação da história do Brasil, Weintraub é demitido do MEC

Ligado à ala ideológica do Governo Bolsonaro identificada com as ideias do escritor e astrólogo Olavo de Carvalho, o ministro Abrahm Weintraub comprou brigas políticas e só deixou a pasta após acirrar ainda mais os ânimos entre o presidente e o Supremo Tribunal Federal.

Por Rafael Duarte, da agência Saiba Mais 

O ministro da Educação Abrahm Weintraub anunciou finalmente nesta quinta-feira (18) que deixa a pasta pouco mais de um ano depois de substituir o colombiano Ricardo Vélez. Em vídeo gravado ao lado do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), Weintraub não quis improvisar e leu um texto escrito para marcar a despedida. Ao lado, Bolsonaro tinha o semblante emocionado e abatido. Ao final do vídeo, o presidente apareceu com os olhos marejados.

O ainda ministro disse que fica no cargo até seu substituto chegar. Ele anunciou também que aceitou um convite do Banco Mundial para trabalhar na instituição. Wintraub é o sétimo ministro a deixar o Governo. O nome do próximo ministro ainda não foi anunciado pelo Governo.

A curta passagem de Weintraub pela Educação foi marcada por inúmeras polêmicas e ataques a opositores que travaram o desenvolvimento do setor. Ligado à ala ideológica do Governo Bolsonaro identificada com as ideias do escritor e astrólogo Olavo de Carvalho, o ministro Abrahm Weintraub comprou brigas políticas e só deixou a pasta após acirrar ainda mais os ânimos entre o presidente e o Supremo Tribunal Federal.

Na escatológica reunião ministerial de 22 de abril, uma das falas que mais repercutiram foi a do próprio Abrahm Weintraub, quando ele defendeu a prisão dos ministros do STF e os chamou de vagabundos. No domingo, ele foi ao encontro de apoiadores do governo em Brasília e, sem máscara, repetiu as acusações.

– Sim, dessa vez é verdade, estou saindo do MEC. Não quero discutir os movimentos da minha saída. Recebi convite para ser diretor de um banco, o banco Mundial. Com isso, eu, minha esposa, nossos filhos e até nossa cachorrinha Capitu poderemos ter a segurança que hoje está me deixando preocupado. Estou fechando um ciclo e começando outro. Claro que sigo apoiando o senhor, presidente, como fiz nos últimos três anos, quando a gente se conheceu. Nesse período, vi um patriota que defende os mesmos valores que sempre acreditei: família, liberdade, honestidade, franqueza, patriotismo e deus no coração. Continuarei lutando pela liberdade, mas de outra forma”, disse.

Ao lado, visivelmente abatido e emocionado, Jair Bolsonaro definiu a cena como “um momento difícil” e disse que fará o que o povo quiser:

– Todos os meus compromissos de campanha continuam de pé e busco implementá-los da melhor maneira possivel. Confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, finalizou.

Polêmicas

Entre as polêmicas que Weintraub se envolveu enquanto esteve no MEC estão ataques pessoais aos ex-presidentes Lula e Dilma e agressões à memória do educador Paulo Freire, patrono da Educação brasileira. Ele também ganhou repercussão ao gravar vídeos onde mostrava uma cicatriz da juventude para justificar notas baixas na escola e também gravou um vídeo numa interpretação tosca de “Dançando na chuva”, onde dizia que estava chovendo fake news para negar que o Governo havia cortado recursos da Educação.

O ministro demissionário também provocou incidentes diplomáticos ao ataques lideranças de outros países, a exemplo do primeiro-ministro da França Emmanuel Macron e até com o governo chinês, principal parceiro comercial do Brasil.

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Educação
Um comentário
  • Pires Celio
    18 junho 2020 at 18:44
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    A pior coisa que existe no BRASIL é essa mídia comprada, e esses jornalistas de quinta categoria, que possuem bons empregos pois são apadrinhados. Nunca foram patriotas comeram na mão do lulapetismo e agora não consegue aceitar que são inúteis para a sociedade.

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