Ontem Rafael Braga, hoje Lula, amanhã quem será a próxima vítima?

Nossas cadeias estão cheias de “rafaeis” e “lulas”

Por Maria Lucia Erwin

Em janeiro de 2016, Rafael Braga foi preso por tráfico de drogas. Segundo a acusação, ele portava 0,6 gramas de maconha e 9,3 gramas de cocaína. Versão que tem como única testemunha a palavra dos dois policiais que o prenderam.

Ele foi condenado a 11 anos e 3 meses de prisão por esse delito.

Já a condenação de Lula levou a entronização do “Novo Direito Lavajístico”, cuja culpabilidade se estabelece com base em “delações torturadas”, indícios e convicções.

Neste compasso o Brasil chega hoje ao alarmante número de 654.372 pessoas presas, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado em 2017. Destes, um em cada três detentos não tiveram direito sequer a julgamento, o que dirá a julgamento justo.

Novecentos e setenta e quatro é a quantidade de dias, segundo o mesmo relatório, que um cidadão corre o risco de ficar detido antes mesmo de ser considerado culpado pelo judiciário brasileira.

Segundo outro levantamento do mesmo ano, desta vez do site G1, tráfico de drogas é a razão para a detenção de um em cada três brasileiros presos.

Com estes números não é difícil concluir que nossas cadeias estão cheias de “rafaeis” e “lulas”.

Denunciar diuturnamente as injustiças cometidas pelo Estado como nos casos de Rafael e Lula é defender igualdade de direitos para todo o nosso povo. E por isso, é tão importante a luta por um judiciário que não se resuma a uma fábrica de prisões arbitrárias de pobres e militantes dos movimentos sociais. Se permitirmos que o “Novo Direito Lavajístico” triunfe, estará morta a democracia e Estado democrático de direito.

A presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, foi profundamente infeliz ao dizer que quem não reconhece a sentença desacata a Justiça, uma indireta para Lula e seus seguidores. Sua declaração beira o autoritarismo. Se em sã consciência uma pessoa se considera inocente, como ela pode reconhecer sua própria condenação?

O não reconhecimento da sentença por Lula e por milhões de brasileiros pode levar a desobediência civil pacífica e fazer com que milhares de cidadãos fiquem nas portas do prédio do ex-presidente para impedir a sua prisão, por exemplo.

Este é o verdadeiro medo do “partido da justiça” e é tudo o que não desejam.
Já imaginou pessoas mostrando na prática a realidade injusta que vivemos para todo o mundo?

A indignação contra os “abusos do judiciário” corre hoje por todo o país e parece uma “maldição” que faz cair muitas máscaras dos auto-denominados ”homens de bem”.
Primeiro foi o juiz Bretas, do Rio de Janeiro, que teve que abandonar uma rede social virtual depois que a Folha de S. Paulo revelou que ele e a mulher recebem auxílio moradia apesar de possuírem moradia própria e, inclusive, alugavam um imóvel por R$ 10 mil reais para o Bradesco. Este é o mesmo juiz que antes do julgamento de Lula, afirmou que a “justiça” deve ser respeitada e temida. Só esqueceu de um pequeno detalhe, ela necessita ser justa e não promover a imoralidade.

Com Bretas queimado, coube então a presidenta do STF a missão de defender a injustiça, e infelizmente ela mostrou todo o seu partidarismo e se esqueceu de uma lição: “o juiz deve falar nos autos” e não nos holofotes da mídia e muito menos adiantar o seu julgamento.

Quando o ex-presidente disse não aceitava sua própria condenação, para muitos soou como uma revolução. Claro, muitos setores do judiciário se veem como imperadores britânicos e, estão preocupados com os muitos que insistem em pensar como Gandhi e utilizar a desobediência civil como instrumento de questionamento com o fim das bases do Estado democrático de direito, que se acelera depois do golpe que derrubou a presidenta Dilma.

Recentemente um ministro da suprema corte afirmou que contra Aécio há provas em demasia, então por que não está preso? Então por que continua com mandato de Senador?

Estas perguntas só a presidenta da mais alta corte pode responder.

Infelizmente, o Conselho de Justiça não veio ainda explicar quais medidas tomará para impedir a “farra” do dinheiro público com o auxílio moradia para quem tem moradia, inclusive chegamos à raia do absurdo de ter juiz que recebe este “benefício” e tem 60 imóveis.

Esperamos que o judiciário defenda o velho Direito, que julga com base em provas, e faça que a justiça promova justiça. Só assim a democracia estará assegurada e se evitará que milhares de pessoas tenham os seus direitos espezinhados.

E lembre-se: ontem Rafael Braga, hoje Lula e quem será a próxima vítima da injustiça?

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Um comentário
  • 16 fevereiro 2018 at 15:25
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    O MOLUSCO NOVE DEDOS PRESO EM PRISÃO COMUM JÁ ! ! ! ! ! O JULGAMENTO FOI JUSTO E ELE TEVE TODOS OS DIREITOS DE SE DEFENDER AMPLAMENTE ! ! ! ! ! CONTRA PROVAS NÃO HÁ ARGUMENTOS ! ! !

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