O PLANO DE  SALVAGUARDA DO JONGO DITO RIBEIRO É RECONHECIDO COMO REFERÊNCIA EM PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO JONGUEIRO

O Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI)  do IPHAN ;Hermano Queiroz  e  a Superintendente IPHAN SP;  Maria Cristina estarão em Campinas firmando a importância da comunidade jongueira

Roda de Jongo Comunidade Jongo Dito Ribeiro em Campinas

No dia 03 de dezembro, segunda-feira, a partir das  9h30.  O Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI)  do IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) Brasília; Hermano Queiroz  e  a Superintendente IPHAN SP,  Maria Cristina estarão em Campinas. Eles  visitarão o Centro de Referência Comunidade Jongo Dito Ribeiro , na Casa de Cultura Fazenda Roseira  para afirmar e  memorar a  importância da parceria entre as instâncias públicas e a Salvaguarda do Jongo na cidade de Campinas.

Em 2014 o Jongo Dito Ribeiro foi registrado como bem cultural do Patrimônio do município  de Campinas, o primeiro passo importante  para a preservação e proteção da manifestação que veio trazida para o Brasil da África por negros escravizados.

A caminhada é  longa e não basta só ser registrado como patrimônio imaterial. É preciso mais para garantir e manter viva, se fazia necessária a construção de um Plano de Salvaguarda em consonância com as políticas praticadas no país. A Comunidade Jongo Dito Ribeiro conjuntamente com a gestão da Prefeitura Municipal de Campinas (PMC) tem estabelecido laços que fortalecem a existência da comunidade.  A PMC através da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas  mantém uma política atenta e sensível  dedicada às questões do patrimônio cultural imaterial municipal  e a percepção sagaz às temáticas do contexto da matriz africana garantindo ações de consolidação do patrimônio Jongo Dito Ribeiro.

Neste contexto o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI)  do IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) por meio da sua política nacional e a Superintendência Estadual  do órgão têm sido parceiros para esse dialogo dentro do qual Campinas é apontada como referência de política cultural ao ter  a Lei de Patrimônio  e o  primeiro Plano de Salvaguarda em construção, sendo realizado a partir da primeira Comunidade Jongueira do Sudeste onde se encontra  o Centro de Referência do Jongo para a salvaguarda do bem registrado.

O plano de salvaguarda construído coletivamente  a partir de um grupo de trabalho e com participação das três instâncias, nacional, estadual e municipal,  fortalece a política assim como  traz possibilidades  de estabelecer relações que atuam com interfaces em conjunto com outras secretarias da gestão pública no âmbito de desenvolver políticas afirmativas.

Também asseguram ao  Jongo Dito Ribeiro como a Política de Patrimônio Imaterial pertencente à cidade e a sua população e portanto, com responsabilidade também do poder público garantir a sua salvaguarda, preservação e existência.

Comunidade Jongo Dito Ribeiro

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro consiste em jongueiros, formados por um grupo de pessoas e familiares, que reconstitui a manifestação do Jongo em Campinas/SP através da memória de Benedito Ribeiro, de rodas com toque, canto e dança, com o objetivo de compartilhar e continuar com essa cultura ancestral.

Histórico

Em Campinas, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro foi batizado com esse nome em homenagem ao saudoso Benedito Ribeiro, avô de Alessandra Ribeiro, que chegando em Campinas na década de 30, vindo do interior de Minas Gerais manteve a tradição do jongo recebido por seus antepassados, através das realizações de festas aos santos católicos.

Desde 2002, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro vem se firmando, realizando trabalhos de reconstituição, composição e pesquisa com o objetivo de manter viva a chama dessa descendência, trazendo essa importante manifestação da cultura popular afro-brasileira, elemento de resistência e união para a sociedade. O grupo se apresenta em escolas, universidades, quilombos, festas oficiais e seus encontros são quinzenais na casa de Alessandra Ribeiro e desde 2008, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, de gestão da comunidade jongueira , no jardim Roseira em Campinas, que esta aberta a quem quiser participar e contribuir na reconstituição dessa história.

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro reúne pessoas de diferentes idades, origens sociais, raças, profissões e locais, estando desde 2005 fazendo parte da Rede de Memória do Jongo/Caxambu, onde representa a cultura afro-brasileira de Campinas e já carrega o certificado de patrimônio cultural do Brasil.

Endereço : Casa de Cultura Fazenda Roseira – Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda, Campinas – SP

Formada em Comunicação Social pela Puc Campinas, Fabiana Ribeiro atua como fotojornalista para o Jornalistas Livres

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Um comentário
  • Yassuo Yamane
    2 dezembro 2018 at 16:06
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    Muito importante o reconhecimento da Comunidade de Jongo Dito Ribeiro como Patrimônio Cultural Imaterial. Parabéns a Fabiana, Maíra, Lucas César e em especial à Alessandra Ribeiro, em nome de quem cumprimento todos os integrantes da Comunidade da Fazenda Roseira.

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