Não existe democracia sem justiça

Gandhi reafirmava junto ao povo indiano seus valores de verdade e de não violência

Por Maria Lucia Erwin

O que fazer diante de uma justiça que promove a injustiça?

Uma “justiça” que se dobra aos ricos e bate nos pobres não é Justiça.

A decisão do TRF4, que rouba as esperanças do povo de voltar a viver melhor e recuperar os direitos usurpado pelos financistas não tem nada a ver com Justiça.

Quando o mercado festeja a injustiça travestida de Justiça, quem paga o pato somos todos nós, pois a intensões que se escondem atrás das cortinas e serão reveladas logo depois são a provação da Reforma da Previdência e a venda das riquezas do país ao capital estrangeiro.

Estamos diante de uma justiça que deseja calar o povo com brutalidade, assim como se fez  há mais de um século em Canudos, não deixando pedra sobre pedra.

Mulheres e crianças, seguidoras de Antônio Conselheiro, presas durante a guerra

Neste momento naturalmente nos perguntamos: devemos aceitar calados a injustiça? Podemos e devemos resistir ao Estado de exceção que nos impõe a cada dia mais gravemente, quando a lei é aplicada seletivamente contra os adversários dos donos do poder.

Não vamos reconhecer uma sentença que promove a injustiça e devemos, sim, seguir os passos de Gandhi rumo à desobediência civil.

A insurreição de Gandhi inspirou gerações de ativistas como Martin Luther King e Nelson Mandela

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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