Militante do movimento negro representará Brasil em ato pela liberdade de Lula

Douglas Belchior, fundador da Uneafro, participará da manifestação pela liberdade do ex-presidente em Nova York, no 70° Dia Internacional dos Direitos Humanos

Por Pedro Borges

O movimento negro também participará da manifestação “Lula Livre”, protesto articulado para o Dia Internacional dos Direitos Humanos, no dia 10 de Dezembro em Nova York, quando se comemora o 70° aniversário da data. O encontro é organizado pelo Comitê de Nova York de Defesa da Democracia no Brasil.

Os representantes brasileiros durante o encontro serão Maria Luisa Mendonça, Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), que tratará sobre a situação dos direitos humanos no país, e Douglas Belchior, que abordará a luta desenvolvida na Uneafro Brasil, rede de cursinhos populares que há 15 anos luta pelo ingresso de jovens negros nas universidades públicas do país.

Douglas Belchior conta que, apesar das discordâncias políticas com a gestão de Lula, é preciso reconhecer os avanços sociais promovidos pelo ex-presidente e consolidar a ideia de que sua prisão tem motivações políticas.

“Lula foi o presidente que promoveu iniciativas inéditas na gestão pública brasileira. Por mais que possam haver críticas, e eu tenho muitas sobre a maneira como o PT governou o país, é necessário reafirmar que Lula não foi preso por conta de erros, mas por ter um nível de compromisso com a sociedade, com o povo mais pobre, inclusive com o povo negro, que não foi tolerado pela elite racista, conservadora brasileira”.

Para ele, trata-se de um compromisso político dos diversos segmentos sociais progressistas do país, inclusive do movimento negro, exigir a liberdade do ex-presidente.

“É um compromisso político, ético, moral do povo negro organizado defender Lula e gritar pela sua liberdade, independente de eventuais críticas sobre o que foi o seu governo e o que foi o seu partido”.

Maria Luisa Mendonça, outra representante brasileira no encontro, aponta para a necessidade dessa articulação internacional ganhar cada vez mais força para que se freie os avanços conservadores no mundo.

“Nós estamos diante de uma situação em que vemos o aumento da violência, do fascismo, do machismo, e temos que denunciar isso em nível internacional. Isso não é um fenômeno só do Brasil, é um fenômeno internacional de forças fascistas articuladas. Então nós também precisamos de uma articulação internacional para fazer a denúncia e a resistência”.

Durante o evento, se apresentarão vídeos e fotos de Lula durante a campanha para chegar à presidência da república, bem como declarações do ex-chefe do executivo sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Douglas Belchior

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Um comentário
  • Inácio da Silva
    10 dezembro 2018 at 8:24
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    Vamos deixar de bobagem…ele está preso por haver cometido crimes e deveria também ser condenado por haver permitido que outros de seu entorno igualmente o fizessem…não era ele que dizia que Cabral era um dos melhores políticos do Brasil e o apoiou nas eleições do Rio…patética essa tentativa de absolvê-lo de seus crimes por ter feito algo de bom pelo povo…

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