Rodrigo Janot e o fim do sigilo das delações da Odebrecht

Procurador Geral da república, Rodrigo Janot / Brasília- DF 26-08-2015 Foto Lula Marques/Agência PT
Por Jornalistas Livres
Na segunda-feira (30), à tarde, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot,  fez um rápida visita à Ministra Cármem Lúcia. Não sabemos o teor do que foi tratado, mas ante toda a pressão da sociedade civil para que se retire o sigilo das delações da Odebrecht, como a manifestação do presidente da OAB,  este assunto pode ter sido comentado.
Como o Supremo Tribunal Federal não retirou o sigilo delações, caberia a Rodrigo Janot fazer este pedido.
Em 19 de dezembro de 2016, Rodrigo Janot já havia declarado a parlamentares que pediria o fim do sigilo das delações da Odebrecht.
Este ato de Janot, pedindo o fim do sigilo, teria um grande apoio da sociedade –que cobra enfaticamente  o direito de saber tudo e todos que foram citados na denúncia da Odebrechet. O povo brasileiro tem este direito, pois sustenta com seu trabalho cotidiano todas estas instituições que para ele estas deveriam trabalhar.
No final do ano, a delação de Cláudio Melo Filho que foi vazada pela imprensa, quase impediu o seguimento das 77 delações da Odebrecht.
Para se impedir o prosseguimento de vazamento seletivos, nada melhor que a transparência, até para permitir a defesa e de que não se cometam injustiças, como já ocorreu.
Já é publico que esta delação envolve a figura do usurpador que se intitula Presidente da República, e todo o núcleo de golpistas que o apoiam, como Eliseu Padilha, Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, entre tantos outros.
O mais grave é que os dois candidatos apoiados pelo Governo usurpador ao Senado (Eunício Oliveira) e Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia) são citados e, se investigados, podem sair da linha sucessória da presidência da República, ou seja, podem se tornar novos “Renans” e “Cunhas”.
A Odebrecht era a líder do cartel da empreiteiras, e a homologação da sua delação já estava levando a que a Camargo Correia e Andrade Gutierrez tomassem o mesmo caminho. Inclusive porque, em muito contratos, todas atuavam em conjunto.

Tucanos no lance

A delação da Odebrecht, com a da Camargo Correa e a Andrade Gutierrez, também apavora os tucanos paulistas e mineiros, especialmente porque os contratos com o cartel das Empreiteiras com o governo paulista chegam a  R$ 210 bilhões.
Já se sabe que a Odebrecht  irá atingir José Serra e seus esquemas, que envolveram R$ 23 milhões, ou ao Santo, ninguém menos do que o governo Gerando Alckmin. Além disto, já se publicou que vários secretários serão atingidos.
O  simples gesto de pedir a quebra de sigilo das Odebrecht  pode finalmente mostrar toda a atuação do cartel das  empreiteiras  e do financiamento privado de campanha, que beneficiou todos os partidos, e assim, poderemos pelo menos  acabar com a hipocrisia no debate político  e a seletividade da mídia.
Esperamos do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, uma atitude firme para impedir que se concretize o famoso diálogo de Romero Jucá com Sérgio Machado, segundo o qual o golpe era necessário para “estancar a sangria” da Lava Jato.
Que todos pressionemos Rodrigo Janot a pedir o fim do sigilo das delações da Odebrecht e para que cumpra aquilo que declarou aos parlamentares. A verdade e a democracia agradecerão.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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