Ditadura Não! Ação policial tenta intimidar mulheres do PSOL

Mais um caso recente do estado policial, para relembrar: invasão do sindicato dos professores no Amazonas, prisões dos lutadores da moradia e ataque bárbaro ao show de Bnegão no festival de inverno de Bonito (MS)

Paulo Ermantino para os jornalistas livres

Ditadura Não!
Na manhã deste sábado, 03/08, em mais uma demonstração de abuso autoritário, a Polícia Militar se colocou em frente ao Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação e Ensino Municipal) e de maneira intimidatória abordou as mulheres que se dirigiam ao Encontro Estadual de Mulheres do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), pedindo documentos, informações sobre a atividade partidária e, reforçando a ação intimidatória, informando as mulheres, ativistas e organizadoras que elas estavam sendo monitoradas.

É importante lembrar e ressaltar que o Psol foi o partido de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro que foi executada por sua ação parlamentar.

A Polícia Militar de São Paulo em última análise é comandada pelo governador João Doria, que nesta semana (30/07) deu uma entrevista em que disse: “nós nunca tivemos alinhamento com o governo Bolsonaro”, após ataques do presidente da Republica com referencias ao pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que foi morto durante a Ditadura Militar no Brasil.


Mas diferente de suas palavras na entrevista, a polícia de Doria se comportou exatamente como na ditadura, intimidando opositores, desrespeitando as garantias constitucionais da cada dia mais atacada democracia brasileira.

Estas ameaças ditatoriais não podem ser toleradas.


Infelizmente temos que lembrar, novamente, que era prática comum durante as ditaduras militares, tanto no Brasil como na América Latina, a perseguição pela polícia e por agentes militares de opositores, jornalistas, advogados, estudantes, artistas e a invasão de redações de jornais, de teatros, de reuniões de estudantes e de reuniões partidárias, chegando a proibição de toda e qualquer oposição e culminando com a eliminação física de seus opositores.

Nas fotos, mulheres em diferentes manifestações, que antes menos do início das eleições do ano passado já denunciavam as ameaças fascistas e ditatoriais.

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