Atropelamento proposital: acampado de MST morre e jornalista fica ferido em Valinhos

Seu Luiz carregava a faixa principal da manifestação e, por estar de costas, não viu o carro se aproximando

Foto: Reginaldo Cruz / Jornalistas Livres

Por Reginaldo Cruz, de Valinhos, especial para os Jornalistas Livres

Na manhã desta quinta-feira (18), as famílias do Acampamento Marielle Vive em Valinhos, integrantes do MST, realizavam uma manifestação pelo direito a água e com entrega de alimentos na Estrada do Jequitibá, Km 07, em frente ao Acampamento, quando foram surpreendidas por um homem com uma caminhonete em alta velocidade que jogou o veículo contra os manifestantes.

O Educador Luiz Ferreira da Costa, de 72 anos, foi atropelado, chegou a ser socorrido mas faleceu ainda no início da manhã. O jornalista Carlos Dias, da Rádio Noroeste, também foi ferido e encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento da região.

Luiz carregava a faixa principal da manifestação e, por estar de costas, não viu o carro se aproximando. Carlos registrava em vídeo a manifestação e, mesmo conseguindo pular, ainda foi atingido.

A manifestação tinha como objetivo uma questão humana básica: pressionar a prefeitura por fornecimento de água. As famílias também lutam pelo direito de Reforma Agrária.

O Acampamento conta com mais de mil famílias e existe desde o dia 14 de abril de 2018 na Fazenda Eldorado Empreendimentos Ltda.

CERIMÔNIA RELIGIOSA NEGADA

Um padre foi impedido pela Polícia de chegar até os manifestantes e realizar uma cerimônia religiosa.

Seu Luiz deixa esposa e filhos.

Em nota, o MST exige punição imediata ao assassino, “que age sob o clima de terror contra os movimentos populares, incentivado por autoridades irresponsáveis que estão no governo brasileiro”.

Atualização: No começo desta tarde (18), os acampados começaram um protesto no local do crime.

Fotos e vídeo: Reginaldo Cruz / Jornalistas Livres

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