Após Noite dos Trincos

por Helio Carlos Mello, com fotos de Are Juruna, Kumaré Ikpeng, Dannyel Sá e Helio Carlos Mello, especial para o Jornalistas Livres

 Se o país segue em protestos, PEC’s e inundações de lama, também natural ver índios mostrando as indignações, abrindo os trincos da mídia, estrela nova naquilo que se vê no céu dos fatos.

As novas mídias clareiam dizem adeus aos coronéis, aos cavalos bravos dos velhos diários. Após 20 anos de semeadura vê-se, entre campos e matas, o protagonismo de jovens indígenas a mostrarem o olhar de índio sem fim, sem mais nossa vanguarda no uso de técnicas. É doce o florescer e firme o brado. Em meus céus vejo que o dia clarea.

 

A PEC 215 segue como trovão na mata, como velas acesas aos defuntos que não se calam no alvo.

Foram muitas as instituições envolvidas na indicação da imagem como arma de comunicação, que só no tênue limite entre a loucura e a esperança da razão em terra desbravada, se abriu ao homem branco. Há uma mocidade indígena, internauta, entre o conteúdo dos fotógrafos brancos, que nos deixa de água na boca, internet de floresta, gente contra as PEC’s dos insanos.

Na aurora do agronegócio outro palácio na alvorada se constrói.

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