Por que o Movimento Cultural das Periferias rachou com a Secretaria de Cultura de São Paulo?

“A periferia não cabe no plano de ação da Secretaria Municipal de Cultura”.

Do site periferia em movimento

Com essa argumentação, o Movimento Cultural das Periferias (MCP) convoca coletivos e agentes culturais das bordas da capital paulista para um encontro aberto nesta terça-feira (14/05), a partir das 19h, no Centro Cultural da rua Ouvidor, 63 – centro de São Paulo. O objetivo é avaliar a incidência do movimento na Secretaria Municipal de Cultura (SMC), responsável pelas políticas culturais na cidade, hoje sob o comando de Alexandre Yousseff.

“A gente tá percebendo que eles estão dando uma engambelada na gente, colocando [nossas demandas] no discurso deles de uma forma rasa e eleitoreira”, avalia Pablo Paternostro, integrante do MCP, que reúne mais de 400 coletividades das margens paulistanas.

O clima azedou de vez na semana passada, no dia 30 de abril, quando Yousseff apresentou o plano de ações estratégicas “São Paulo, capital da Cultura” ao lado do prefeito Bruno Covas. O plano reúne questões como a integração do calendário, valorização da memória, ocupação cultural da cidade, fomentos e pertencimento dos equipamentos públicos, além da difusão literária, fortalecimento do audiovisual, reencontro com os valores modernistas e o reconhecimento da potência cultural da cidade pelos fóruns internacionais. As periferias não são citadas na proposta.

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