Maconheira e maconheiro unido é Movimento Social

Entre os discursos de Ele Não e Legalização Já a marcha da maconha em Belo Horizonte leva milhares de pessoas contra a repressão.

Por: Leonardo Koury e Maxwell Vilela

Com mais de 30 mil manifestantes nas ruas de Belo Horizonte MG, o sábado (25), não conteve o grito de “Legaliza”, principal lema da Marcha da Maconha no Brasil, além do grito contra o governo Bolsonaro: Ele Não! Entre os apoiadores: médicos, especialistas, gastrônomos e agricultores familiares apresentaram argumentos importantes a favor da legalização, um debate aberto meio a música e protesto.

Diversos países vem mostrando para o Brasil os benefícios da regulamentação  da maconha, porém o Governo Federal se traduz em um jogo político co-articulado com milicias e setores da segurança pública, estes que comandam o tráfico. Sabe-se a posição “anti drogas” do atual governo e segundo Baiano, um dos organizadores da marcha BH “eles (governo) não querem permitir que essa evolução aconteça”, Baiano também ressalta que “a marcha que acontece todos os anos no mês de maio luta contra a descriminalização da maconha para uso medicinal, industrial e recreativo”.

A marcha BH seguiu da praça da estação até a praça da liberdade aonde acontece tradicionalmente a queima de “Baseado gigante” na frente do palácio. É importante fomentar que a discussão sobre a legalização dos últimos 11 anos trouxe para a marcha novos públicos de várias periferias da região metropolitana que simbolizam a visibilidade da população que é criminalizada socialmente pelo uso.

De acordo com Anderson, outro coordenador da marcha BH agora a pressão é com o Supremo Tribunal Federal STF que deve votar na próxima semana sobre a descriminalização. O olhar do STF deve ser pela qualidade de vida e pelo direito ao uso, além de evitar as pressões moralizadoras advindas da mídia privada e de grupos religiosos.

Maconheiras e maconheiros em unidade, pela legalização, contra o uso de armas e a favor da paz como princípio norteador da liberdade.

Texto: Leonardo Koury e Maxwell Vilela

Fotografia: Maxwell Vilela, especial para os jornalistas livres

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3 comentários:
  • VICENTE DE PAULO SILVEIRA
    26 maio 2019 at 19:37
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    É um absurdo. Estamos sem norte social. Liberar para remédio tem que ser via médicos. Temos muito mais a fazer pelo Brasil. Deixemos de coisas banais e vamos focar nossos esforços em ações que trazem benefícios para nós brasileiros.

  • Carlos Melo. – Recife
    26 maio 2019 at 20:30
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    Bem, acho que este país sintetiza a hipocrisia em seu ápice: bebida alcoólica liberada, cigarros, charutos tudo pode. Por que não liberar a maconha? Além de tudo, é uma forma de acabar com o tráfico.

  • lucastroy
    27 maio 2019 at 8:08
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    passamos em frente a igreja que tem na rua da bahia e eu fiquei falando alto olhando no fundo das pessoas velhas que estavam lá: “Não se esqueçam, deus também criou a maconha.” ahusduhfashdfhuasdfhuashduf, mto gostoso.

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