Governadores assinam carta contra decreto de armas de Bolsonaro

Catorze governadores  se colocam contrario ao  Decreto Presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e a Regulação Responsável de Armas e Munições no País

Da agência PT

Catorze governadores  se colocam contrario ao  Decreto Presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e a Regulação Responsável de Armas e Munições no País. Os governadores afirma  que se vai aumentar o número de armas que vão abastecer os criminosos e “aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”.

Pesquisa do Paraná Pesquisa aponta que 60% da população não quer arma de fogo em casa. Dados do atlas da violência de 2018, apontam 18 feminicídios por dia no Brasil.

Ainda no caso ocorrido em Santo André, no caso da morte do morador de rua, Sebastião Lopes dos Santos, o comerciante acusado de assassina-lo era colecionador de armas.

Desta forma, mais armas não leva a mais segurança pública, mas pode levar a assisitir bangue bangue em nossas ruas e aumentar a violência.

Assinaram esta carta os governadores:

Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) Camilo Santana (Ceará), Rui Costa (Bahia), Flávio Dino (Maranhão), Paulo Câmara (Pernambuco), João Azevedo (Paraíba), Renato Casagrande (Espírito Santo), Waldez Góes (Amapá), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Renan Filho (Alagoas), Belivaldo Chagas (Sergipe), Mauro Carlesse (Tocantins) e Helder Barbalho (Pará).

Confira a íntegra da Carta dos governadores

Carta dos governadores sobre o Decreto Presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e a Regulação Responsável de Armas e Munições no País

Como governadores de diferentes estados do País, manifestamos nossa preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.

Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.

Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.

Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.

Belivaldo Chagas – governador de Sergipe

Camilo Santana – governador do Ceará

Fátima Bezerra – governadora do Rio Grande do Norte

Flávio Dino – governador do Maranhão

Helder Barbalho – governador do Pará

Ibaneis Rocha – governador do Distrito Federal

João Azedo – governador da Paraíba

Mauro Carlesse – governador do Tocantins

Paulo Câmara- governador de Pernambuco

Renan Filho – governador de Alagoas

Renato Casa Grande – governador do Espírito Santo

Rui Costa – governador da Bahia

Waldez Góes – governador do Amapá

Wellington Dias – governador do Piauí

foto: Handson Chagas

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