ESCÂNDALO! Mackenzie proibe debate sobre a Reforma da Previdência

O Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie havia programado para hoje, 22/05, um debate sobre a proposta de Reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro...

O Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie havia programado para hoje, 22/05, um debate sobre a proposta de Reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro e que está em discussão no Congresso. Nada mas natural, que alunos de uma Universidade promovam debates sobre um assunto que irá comprometer a vida de milhões de brasileiros. Mas não é essa a interpretação do Senhor Reitor da Universidade Mackenzie, Benedito Guimarães Aguiar Neto.

Em uma decisão autoritária e antidemocrática, decidiu suspender o debate alegando que “houve exploração política”. Inacreditável, inaceitável e, censura descarada, já que o debate se daria entre Guilherme Boulos, do MTST, contrário à reforma, e a professora Zélia Pierdoná, favorável ao projeto do governo.

Os alunos soltaram nota de repúdio e decidiram manter o debate que ira ocorrer hoje no mesmo horário, 19 h, no Fraternidade 211 (Rua Maria Antônia, 211, Vila Buarque).

Leia a nota na integra

[NOTA] [MACKENZIE CANCELA EVENTO COM BOULOS]

Nota sobre o impedimento do evento “Debates do Brasil: reforma da previdência”.

Autoritária, arbitrária, desprovida de profissionalismo e antidemocrática. Assim definimos a decisão da Universidade Presbiteriana Mackenzie que censurou o debate acerca da reforma da previdência que estava previsto para o dia 22/05.

O Mackenzie, novamente, se posiciona contrário aos interesses da maioria de seus alunos. Nós, estudantes, estamos a favor da democracia e da liberdade de expressão, contrários a qualquer manifestação de censura, racismo, machismo e lgbtfobia.

Propusemos um debate acerca da reforma da previdência, debate este em que estariam presentes dois grandes expoentes, um favorável à reforma, a professora Zélia Pierdoná, e um contrário à reforma, Guilherme Boulos, ou seja, amplamente democrático.

Já se passava das 21 horas do dia 21/05 quando nos deparamos com essa decisão que apequena a Universidade perante aos seus alunos, uma decisão totalmente desprovida de profissionalismo ao cancelar o evento faltando menos de 24 horas para seu início. Uma decisão irresponsável, mas que não nos pegou de surpresa, tendo em vista os impedimentos recorrentes de eventos organizados pelos coletivos feministas, Coletivo LGBT da Universidade e de outras entidades do movimento estudantil. Já não é de hoje que que o diálogo com a universidade, e principalmente com Instituto Presbiteriano, é intrincado no que se refere a realização da livre discussão dentro do ambiente acadêmico.

É lastimável que uma instituição de ensino censure e condene, parcialmente, a discussão aberta em torno de temas político e socialmente relevantes dentro do ambiente universitário, responsável não só por formar profissionais, mas sim cidadãos dotados de senso crítico e consciência política.

Entendemos que, independentemente de posições políticas, o ato de impedir o acontecimento de um evento como esse dentro do campus é um ataque à produção dialética de conhecimento, ao livre pensar e ao pensamento crítico de seus alunos.

Dada à situação descrita, os organizadores do evento (Coletivo 4 da Manhã e DAFAM), decidiram manter o debate que é de extrema importância para o país e que necessita que todos os setores da sociedade, inclusive o universitário, empenhem-se sobre a questão.

Organizaremos um ato com concentração às 18h, na entrada do Prédio 09 e em seguida sairemos em protesto pelo campus.
O debate ocorrerá:
Às 19h, no Fraternidade 211 (Rua Maria Antônia, 211, Vila Buarque)
Com a presença de Guilherme Boulos

-Assinam essa nota:
DCE MACKENZIE
DAFAM – DIRETÓRIO ACADÊMICO DA FACULDADE DE ARQUITETURA MACKENZIE
4 DA MANHÃ – COLETIVO DE BOLSISTAS DO MACKENZIE
COLETIVO FEMINISTA ONÇAS

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Censura