Banco Central

  • A suavidade retórica do Banco Central

    “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.” A economia brasileira haverá de crescer um dia, independentemente dos erros de Levi e Meirelles. Teremos de ouvir, então, que voltamos ao caminho certo como resultado da austeridade, das reformas, do fim da “farra” com o dinheiro...
  • A inflação de janeiro foi baixa. Vamos comemorar?

    Há um mês “celebramos” a queda da taxa de juros. A chamada taxa Selic caiu de 13,75% ao ano para 13%. Um corte ousadíssimo, dado o conservadorismo dessa diretoria do Banco Central. Naquele momento, dissemos que o corte não era um bom sinal, mas mostra de uma economia em...
  • Deu ruim: queda brusca na taxa de juros não é bom sinal!

    (Os parágrafos em itálico e negrito são do comunicado do Banco Central) Há muito tempo, o Banco Central (BC) não corta 0,75% em uma só reunião. E hoje cortou a taxa básica da economia brasileira, a Selic, de 13,75% para 13% ao ano. Para os neoliberais, hoje na direção...
  • De economia e medicina medievais

    No final de novembro ocorreu mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB). Essa reunião avalia o estado geral da economia, notadamente, o risco de alta inflação para determinar a taxa de juro básica da economia brasileira. Esse comitê tem, portanto, o...
  • Viva o jornalismo econômico!

    Qual é o efeito da taxa de juros na atividade econômica e no emprego? Taxas mais altas prejudicam o crescimento e aumentam o desemprego. Procure em qualquer manual de economia e é isso que encontrará. Não é por outro motivo que, desde o início da crise de 2008, EUA...
  • Por que a inflação foi 10,67% em 2015

    Parece que virou moda comunicar-se por carta em Brasília. Você viu a carta que Alexandre Tombini, presidente do Banco Central (BC), mandou para Nelson Barbosa, ministro da fazenda?    Bem, mas nesse caso não é bem assim. É que o regime de “metas para a Inflação”, implantado no Brasil...
  • Sobre o veto de Dilma à auditoria da dívida

    “Dilma renega uma das bandeiras mais caras às esquerdas: vetou a realização de uma auditoria da dívida pública com a participação de entidades da sociedade civil.” Dessa forma reagiram diversas pessoas e setores da sociedade. Não estou certo de que essa história deva ser assim narrada. Ouço falar de...
  • A taxa de juros na origem da luta política de hoje

    “Não adianta choro, ô parceiro. Que nesse jogo só ganha o banqueiro.” (Zeca Pagodinho na composição de Nei Lopes e Sereno) A taxa de juros tem o poder de: (i) concentrar a renda, (ii) deteriorar as contas públicas e (iii) desestabilizar politicamente quem tenta corrigi-la. Apesar dessas características, a...