cronica

  • De que lado da história você vai ficar?

    Por Luciano Maluly A frase acima foi enviada por um colega a outro que tentava propor o diálogo para a resolução de um problema que estava ocorrendo em um grupo. O questionado, como jornalista, desejava apenas ouvir todos os lados, sem tomar decisões precipitadas ou virar um inquisidor. Já...
  • Enfiando o pé na jaca

    Agora entendo bem, tudo se encaixa. Primeiro foi a vontade de fundir o Ministério do Meio Ambiente, depois um ferro em brasa nas ONGs, ICMBio, Conama, Acordo de Paris, Fundo Amazônia,  Terras Indígenas, ESEC Tamoios,  Fundação Oswaldo Cruz; tudo numa mira de metralhadora. O eleito enfia o pé na...
  • .ponto de cura

    Manchete em revista científica anuncia: fusão antiga de estrelas de nêutrons pode ter banhado nosso sistema solar com ouro. Corrigindo hora e data a todo instante, vamos ajustando os fatos no fluxo de dados, esse universo que envolve a todos e constitui.   O computador antigo dos índios, nem...
  • Meu amigo Ariano

    Meu amigo Ariano eu conheci ainda menino, mas fui conhecendo mais conforme fui crescendo. Acho que tinha uns 11, 12 anos quando o acaso nos apresentou. Foi na biblioteca da escola que a gente se conheceu. Corria o ano de 1985. No recreio do grupo escolar era fácil identificar...
  • PEIXE FRESCO COM FARINHA FINA.

    Há uma flor, fruto aprimorado pelas etnias xinguanas, o pequi, que prenuncia a fartura da vida em equilíbrio. Coisas lindas se anunciam nesta época. Crianças correm atrás de flores como se fossem borboletas, brinquedos e brincadeiras inventam-se na época da flor de pequi. O olhar às vezes fala de...
  • FINA ESTAMPA DA BOA MESA.

    Davi morreu, não venceu a batalha, morreu pelos hábitos da boca. Davi fazia pastéis tradicionais da Serra do Roncador, sua massa de farinha crua e caldos, recheios de carnes e a fritura fina em óleo quente. Em 16 anos de frequentes presenças no Mato Grosso e sua Canarana do...
  • Histórias da ditadura militar – parte I

    Morador do Jabaquara, na periferia de São Paulo, o menino vendia para um ferro velho papelão e cobre (não existia latinha de alumínio à época), carregava sacola de madame na feira e engraxava sapatos para fazer algum trocado. Eram meados dos anos 80 e a ditadura militar já agonizava,...
  • ORGANIZAMENTE.

    O tal presidente quer vender as águas que em rios se fazem e nos aquíferos se escondem. Fico soturno no imaginário e grandes tatus vejo nos sonhos, estrangeiros, tatus de olhos rasgados e pelos loiros, ruivos, tão lisos. Na terra incidem tantos tatus, comem nossos tabus e outros bosteiam...
  • O MUNDO DO FOGO QUE ASSINA

    Lamento no cerrado, ninguém canta no campo em brasa, a seriema corre em seus largos passos e os cervos pulam longe. Nem o tamanduá dá seu abraço, é tempo de  perna pra que te quero. Tudo migra e o fogo serve de farol.  Há certos momentos na vida em...
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