Jornalistas Livres

Autor: Maíra Santafé

  • Justiça: Brasil entra na “Lista Suja” da OIT

    Justiça: Brasil entra na “Lista Suja” da OIT

    Escrito por: Redação CUT

    A comissão de normas da OIT manteve o Brasil na lista de 24 países que mais violam convenções internacionais do trabalho, na manhã desta terça feira, 11 de junho. A inclusão se deu porque a reforma trabalhista aprovada no governo Temer violou a convenção 98, relativa à aplicação dos princípios do direito de organização e de negociação coletiva, ratificada pelo Brasil, que, entre outros pressupostos, obriga os estados, ao modificar leis trabalhistas, a realizar processos de ampla e transparente consulta às entidades mais representativas de empregadores e trabalhadores, o que não ocorreu no processo de elaboração da reforma.

    Desde o ano passado, quando o Brasil entrou na lista, e providências foram solicitadas ao governo brasileiro para a comprovação de que a reforma trabalhista não violou as convenções que são citadas na denúncia feita pelas centrais sindicais, o governo brasileiro, em vez de cumprir com as solicitações da OIT, se engajou em um processo de tentar deslegitimar a organização e seu sistema de controle, além de atacar as entidades sindicais brasileiras e a própria OIT.

    O discurso feito pelo então ministro do trabalho Helton Yomura entrou para os anais da OIT como um dos mais vergonhosos capítulos da história desta organização.

    As centrais brasileiras, presentes na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, ano do centenário da organização, celebram a decisão tomada pela Comissão de Aplicação de Normas da OIT, e reafirmam o caráter cruel e desumano da reforma trabalhista que, ao contrário do que prometia, não gerou empregos decentes, mas apenas precarização laboral, fragilização das relações de trabalho, insegurança jurídica e um aprofundamento de uma crise que somente será superada com a geração de empregos decentes, que façam com que a classe trabalhadora possa voltar a aspirar uma vida melhor e não apenas sobreviver em trabalhos intermitentes, precarizados, insalubres e enriquecendo aqueles que apoiaram esta reforma com o objetivo único de reduzir custos no lombo do trabalhador e da trabalhadora.

    Seguimos em luta para que cada trabalhadora e cada trabalhador possa se desenvolver em um trabalho seguro, devidamente remunerado, socialmente protegido e com plena liberdade, e que suas organizações sindicais sejam respeitadas e lhe seja assegurado amplo e eficiente diálogo social, nos moldes do que é estabelecido pela OIT em seus princípios fundacionais e em suas convenções e recomendações.

     

    CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

    CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

    CUT – Central Única dos Trabalhadores

    Força Sindical

    NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

    UGT – União Geral dos Trabalhadores

  • Manifestações do dia 26: uma sugestão de interpretação

    Manifestações do dia 26: uma sugestão de interpretação

    Por Jorge Branco

    Neste domingo, 26 de maio, ocorreram várias manifestações pelo Brasil de apoio que deveriam ser ao governo e se reduziram em apoio ao núcleo bolsonarista. O tamanho dessas manifestações demonstram que esse núcleo perdeu certa capacidade de ampliação do apoio para além da extrema-direita mas, simultaneamente, demonstra que esta extrema direita ainda é relevante no quadro atual e capaz de articular setores que se demonstram dispostos ao enfrentamento.

    A questão maior não repousa exatamente no tamanho das manifestações mas sim na relação cada vez mais fragilizada entre o núcleo de extrema-direita, clã Bolsonaro-Sergio Moro, e a centro direita mais tradicional, expressa por Rodrigo Maia-Centrão. O primeiro grupo com ainda relevante capacidade mobilizatória e convocatória, com forte recursos de redes sociais e iniciativa no campo ideológico com base em axiomas neofascistas e autoritários e o segundo grupo com controle de fortíssima bancada no Congresso Nacional e mais confiável ao capital financeiro e grande empresariado, mais pragmaticamente focado nas pautas do empresariado.

    As reformas estratégicas para o neoliberalismo, profundamente antipopulares e extorsivas, dependem da maioria no Congresso, o qual é um dos centros do ataque do Bolsonarismo. Demonstrativo disto é que grande parte das palavras de ordem deste domingo foram contra “a velha política”, contra o Congresso e contra as grandes empresas de comunicação, setores que foram vitais para o processo golpista dos últimos anos e a vitória desse campo nas eleições de 2018. Bolsonaro depende mais do que gostaria dessa maioria parlamentar para sustentar seu governo. O conflito entre esses setores do retrocesso é antes de mais nada uma disputa pela direção política tanto do governo quanto do bloco de forças que o sustenta, ainda não resolvida.

    Os centros de hegemonia neoliberal-reacionária no Brasil não residem somente na esfera do Governo Bolsonaro, se articulam em centros de difusão de pensamento, de políticas privatistas, na mídia empresarial e continuam em ofensiva para aprovar as medidas de ajuste e privatização no Congresso. As organizações, lobistas e lideranças empresariais agem diretamente sobre a maioria conservadora do Congresso, independentemente do Governo. Esse é o risco de abandono e desestabilização que sofre Jair Bolsonaro.

    O quadro é de extrema conflitividade e a unidade do bloco de forças autoritário-neoliberal sofre abalos ainda que se mantenha, por enquanto ao menos, agindo combinadamente. Neste espaço que as forças populares podem reagrupar vitalidade ainda que em um processo não tão curto no tempo. A obstrução às reformas estruturais privatistas e extorsivas é chave para impedir um retrocesso na construção dos direitos fundamentais dos trabalhadores e reduzir sua capacidade de ação como classe social.

    Se parte da resistência de caráter popular se dá no Congresso, nas universidades e centros de pensamento se pode organizar um novo programa de transição para o país é na mobilização de rua, em defesa da democracia e desses direitos fundamentais, onde as vanguardas da esquerda e os movimentos sociais se encontram com as pessoas sem participação política regular, que se pode criar força política para uma retomada da ofensiva do campo popular.

    Contudo, não é razoável repetir certos erros de simplificação. Deter o poder ou retirá-lo de outrem não é um concurso de maioria numérica, quem ganha ou perde eleições, quem coloca mais ou menos gente em manifestações. Para efetivar-se efetivamente esse processo de luta pelo poder político é que se torna relevante vencer eleições e ter grandes manifestações. Mas esse objetivo não poderá ser conquistado se a estratégia não estiver voltada a desenvolver capacidade de convencer sua base social, no caso da esquerda a classe trabalhadora, de seu programa e de seus valores. Valores democráticos radicais, de solidariedade e igualitarismo, e de programa, distributivista e soberano.

    A luta pela interrupção da desdemocratização em curso no Brasil é uma luta de hegemonia. O crescimento da extrema-direita e com ela do autoritarismo e do neoliberalismo no Brasil não é um acaso, uma espécie de “raio em um céu límpido”, é sim uma atualização de estratégia do bloco hegemônico. O neoliberalismo precisa do autoritarismo para “entrar” em nova fase da acumulação, a da ultra espoliação. As manifestações tenderão a crescer se, progressivamente, mais setores se aperceberam que construir um novo governo popular está diretamente relacionado ao crescimento dos valores da igualdade e dos direitos.

     

    Jorge Branco – professor, sociólogo e Mestre e Doutorando em Ciência Política

  • Parem de nos matar!

    Parem de nos matar!

    O ato “Parem de nos matar” acontece no próximo dia 26 de maio, das 10h às 13h, em Ipanema. A concentração está marcada no Posto 8 de Ipanema.

    Coordenado por moradores de favelas do Rio, com apoio de diversos movimentos sociais, o ato pretende ser um manifesto contra o massacre que ocorre nas favelas e áreas periféricas do estado, com ação da polícia nesses territórios, em horários indiscriminados, com “ordem de abate”, ações policiais de helicópteros e “autos de resistência” forjados.

    A data do protesto tem um porquê: o dia 26 de maio é o primeiro domingo após completar 1 mês do assassinato do gari comunitário William dos Santos Mendonça no Vidigal. O ato vem sendo planejado há um mês e não tem qualquer relação com outras manifestações que possam vir a ocorrer na mesma data.

    Em nada tem a ver com qualquer outro ato que possa ser marcado na mesma data”, diz Barbara Nascimento, do coletivo Favela no Feminino e porta-voz do ato. “É um ato a favor de nossa vidas, é para que

    parem de nos matar, parem de matar a juventude negra favelada, parem as incursões em horários escolares, parem de entrar em nossas casas sem mandato, parem de criminalizar nossa existência”.

    O objetivo é que favela e asfalto se unam em um só grito. “Pelo fim do genocídio do povo das favelas”. Os dados são preocupantes. Nos primeiros meses de 2019, mais de 400 pessoas foram mortas pela polícia e exército.

    Entre os organizadores do evento estão a Associação de moradores do Vidigal, o Movimento popular de favelas. Nós do Morro, Bando Cultural Favelados da Rocinha, Associação de Moradores da Rocinha, Redes da Maré, Nosso Jardim, Movimento Negro Unificado, Rede de Mães e Familiares da Baixada, Favela não se cala, Frente de Juristas Negras e Negros do Estado do Rio de Janeiro, UNEGRO – União de negras e negros por igualdade, Mães e Familiares Vítimas de Violência do Estado, além de muitos outros movimentos sociais.

    E no domingo, dia 26, o Rio de Janeiro vai parar para ouvir mães e familiares das vítimas desse massacre.. “Nossos mortos tem voz”, dizem eles.

    #paremdenosmatar
    #asfavelasexigempaz

    Parem de nos matar!”
    Organizadores do ato

    Associação de moradores do Vidigal

    Politilaje

    Favela no Feminino

    Coletivo Jararaca RJ

    Movimento popular de favelas

    Movimento Moleque

    B’nai B’rith

    Redes da Maré

    Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

    Coletivo Juntos pela Paz

    Nós do Morro

    Bando Cultural Favelados da Rocinha

    Associação de Moradores da Rocinha

    Mães e Familiares Vítimas de Violência do Estado

    Rede de Comunidades

    Movimentos Contra a Violência

    Rede de Mães e Familiares da Baixada

    Levante Popular da Juventude

    Favelação

    Funperj

    MTST

    Fórum de Educação de Jovens e Adultos

    Comissão Popular da Verdade

    Movimento Negro Unificado

    Favela não se cala

    Frente Brasil Popular

    Radio Estilo Livre Vidigal

    Frente de Juristas Negras e Negros do Estado do Rio de Janeiro

    Frente Democrática da Advocacia

    UNEGRO – União de negras e negros por igualdade

    Movimento Nosso Jardim

    Coletivo União Comunitária

    Ser Consciente

    Frente Favela Brasil

    Militantes em Cena

    Frente Povo Sem Medo

    Quilombo Raça e Classe

    Torcedores pela Democracia

    FAFERJ

    FAM-RIO

    Conselho Popular

    MST

    Grupo de Resistência Bando Cultural Favelados

    ASA – Associação Scholem Aleichem.

    RioOnWatch

    Movimento dos Atingidos por Barragens

     

     

  • CORE atira de helicóptero em horário de saída da escola

    CORE atira de helicóptero em horário de saída da escola

    No início da tarde de hoje (6/5), um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE) atirou do alto, enquanto crianças saíam da escola. A operação deixou oito mortos. Segue relato da página “Maré Vive”, em rede social.

    “É inacreditável o que o ESTADO é capaz de fazer, crianças saindo do horário escolar e o Helicóptero mandando bala a esmo na Favela, é muita insanidade isso. “QUANTOS MAIS TEM QUE MORRER?

    visão do morador:

    Tô chocado com o helicóptero metendo bala sem nem olhar!

    Tá parecendo mais um ataque terrorista do que uma operação policial!”

    “Onde moro é terceiro andar, em cima é lage, tenho muito medo quando o helicóptero está sobrevoando e mandando bala”

    QUEREM MAIS PROVAS QUE ISSO?”

    Assista, abaixo, ao vídeo 

     

  • #aovivo #exclusivo Zeca Dirceu chega a Curitiba

    Zeca Dirceu, deputado que colocou Paulo Guedes em seu lugar, chega para apoiar Lula em Curitiba! Acompanhe a cobertura ao vivo pelos Jornalistas Livres.

     

  • Morre em decorrência de meningite neto de Lula de sete anos

    Morre em decorrência de meningite neto de Lula de sete anos

    De acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de falecer no Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André.

    O menino deu entrada nesta sexta-feira (1), pela manhã, com febre alta. Foi diagnosticado com quadro infeccioso de meningite meningocócica e não resistiu.

    Os pais da criança são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

     

     

    Informações da Revista Fórum