Polícia Militar do RJ comemora Dia das Crianças com simulacros de fuzis

Evento contou com simulação de operações policiais e entrega de cópias de fuzis

Na quarta-feira, dia 12 de outubro, a Polícia Militar do Rio de Janeiro organizou um evento para comemorar o Dia das Crianças com simulacros de fuzis, réplica idêntica de uma arma de fogo verdadeira. A atividade foi realizada no Centro de Educação Física e Desportos da Polícia Militar no bairro Jardim Sulacap no Rio de Janeiro. As críticas começaram logo após a publicação de vídeos do evento nas redes sociais da instituição. 

A programação do dia foi divulgada e entre as atrações estavam recreação com música, gincanas, entre outras, que “prometem agitar a criançada”. Logo após, declararam: “Para garantir o sucesso da missão, convocamos agentes especiais: assistam!” juntamente de um vídeo com as crianças armadas com simulacros de fuzis e vestidas com uniformes policiais. 

Na gravação, as crianças passam por uma espécie de operação especial, em que são chamadas por um “policial comandante”. Os pequenos estão dentro de uma viatura preta quando o comandante bate forte na porta e grita “bora, acionou, bora!”. Assim, as crianças aparecem equipadas e seguem ordens dos agentes. 

Essa atividade gerou grande polêmica e causou indignação nos internautas. “Que horror!!! Isso é brincadeira para criança? Vocês estão loucos?”, “Estão de sacanagem. Estimulando crianças a usarem armas”, “Horrorizada com tudo isso”, disseram internautas.

A Polícia Militar do RJ se pronunciou frente à polêmica. “O referido evento foi realizado por uma das unidades da corporação e as crianças tiveram a experiência de vivenciar um pouco do trabalho de seus pais. As atividades foram integralmente acompanhadas por supervisores e pelos próprios responsáveis”, informou a PM.

Polícia Militar também comemora com armas em MG

Na comemoração do Dia das Crianças na cidade de Uberaba, em Minas Gerais, houve exposição de armamentos acompanhada de uma vasta explicação de seus manuseios. “Se puxar o pino, acaba com a festa toda!”, alertou um policial para a criança no evento. 

Programações como essas, que introduzem equipamentos bélicos, armas ou simulacros de armas infringem o Estatuto da Criança e do Adolescente, na medida em que expõem os jovens a riscos.

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