Música Estranha 8 ½ intercepta os limites entre som e imagem

Festival Música Estranha 8 ½ aposta em novo formato ao conectar artistas e público
FESTIVAL MÚSICA ESTRANHA 14

Música Estranha 8 ½. O projeto, contemplado pela Lei Aldir Blanc, acontece em 24 e 25 de abril

Como pensar um festival de música e artes híbridas neste momento de recessão econômica e pandêmica, um ano depois do início do isolamento social? O que apresentar e como apresentar tanto para o público quanto para os artistas envolvidos? Com esses questionamentos, depois de muito planejar e replanejar, nasce a edição do Festival Música Estranha intitulada 8½, que será realizada nos dias 24 e 25 de abril, através de suas plataformas virtuais. 

Essa edição – em referência ao notório filme de Federico Fellini – remete a um estado de suspensão, como um hiato entre tempos, entre passado e futuro, fantasia e realidade, buscando um contato próximo com o público e oferecendo aos artistas um outro tempo para a reflexão e criação artística. 

“Buscamos fugir do formato clássico de transmissão de shows ao vivo. O desafio desde o começo era encontrar um jeito novo, que mesmo diante de tantas restrições ainda despertasse o interesse do público, oferecendo uma experiência diferente diante da tela, para os dois lados. A edição 8 ½ nasce então ancorada na interação entre artista e espectador, em um formato mais informal em que tentamos recriar aquela atmosfera de proximidade a que estávamos acostumados”

explica Thiago Cury, curador e diretor geral do Música Estranha.

“Como se estivéssemos em um programa de auditório ao vivo em que o público é convidado por um mediador a dialogar com o artista, intercalando a apresentação de fragmentos de sua obra. Por isso a escolha do mediador foi tão importante, pois é ele quem vai conduzir essa interessante troca entre quem se apresenta e quem assiste”.

Os mediadores escolhidos em conjunto com os grupos trazem perfis diversos, desde músicos, compositores, artistas visuais e cineastas, até jornalistas e professores.  

Destaque para as intervenções artísticas em uma proposta curatorial inédita com cinco comissionamentos de obras multimídia, num processo de colaboração a longo prazo cujos trabalhos se iniciam nesta edição com a produção de exercícios audiovisuais e se aprofundam por nove meses, resultando na criação especial para a nona edição em novembro próximo. 

Através do encontro entre artistas que circulam entre a música de invenção, as artes sonoras e as artes visuais, o Festival busca questionar e refletir sobre o fazer artístico hoje se apoiando em pautas que marcam os tempos atuais explorando a própria rede como meio de expressão.

As cinco mesas de debate trazem temas atuais e necessários como inteligência artificial e academia e arte experimental, com convidados de diferentes áreas culturais.  

Oficinas complementam a programação do Festival Música Estranha 8 ½: Tecnologia e Programação para Multimeios, com Alexandre Porres e uma amostra do ‘Música Estranhinha’, atividade dedicada aos pequenos – jovens entre 10 e 15 anos – com Lello Bezerra; além de duas Mentorias, guiadas por Thiago Cury, com foco em criadores sonoros, compositores e artistas experimentais com novas abordagens na construção de carreira, na identificação de objetivos e do potencial de cada artista. 

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Serviço

FESTIVAL MÚSICA ESTRANHA 8 ½ 

Transmissões via Youtube |Instagram | Twitter | Facebook | Twitch 

Entre e confira aqui a programação completa. Projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc.

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Intervenções artísticas

Virginia Medeiros e Paula Garcia com a crítica Chris Mello;
Coletivo Capim Novo e Coletivo A.Cinema com Priscila Arantes;
Dudu Tsuda e Marcus Bastos com Patricia Moran;
Mauricio Takara, Carla Boregas e Dimitre Lima com Guilherme Werneck;
Fernando Velázquez e Kiko Dinucci com Raimo Benedetti. 

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Line-up de showcases

Lello Bezerra e Sergio Machado com Kiko Dinucci;
Elisa Band e Renan Marcondes com Marina Tendlau;
Cassia Carrascoza, Paulo Chagas e Danilo Rossetti com Thiago Cury;
Al Revés com Daniel Carrera. 

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