Marcha contra o genocídio negro e por Marielle Franco reúne milhares em São Paulo

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O Brasil amanheceu de luto, luto pelas mortes de Marielle Franco, vereador do PSOL/RJ, e seu motorista Anderson Pedro. Executados na região central do Rio de Janeiro por volta das 21h30 da noite desta quarta-feira (14).

Ainda na noite de ontem, atos já eram marcados por todo o Brasil. Em São Paulo, ao menos três eventos convocavam para o vão do MASP, na tarde desta quinta-feira (15) às 17h.

A cantora e compositora Luedji Luna esteve no ato, para ela “É importante a todo momento a gente denunciar o que acontece no Brasil, há mais de 500 anos, que é um projeto político de extermínio da população negra”.

A manifestação reuniu movimentos sociais, sindicatos, movimento negro e de mulheres, mas também simpatizantes, gente comum inconformada que foi às ruas por Marielle, por Anderson, Amarildo, Luana, Leandro e tantos outros. De acordo com o Atlas da Violência 2017 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Para Ariel de Castro Alves, advogado, coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) de São Paulo e membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos “a  morte de Marielle marca a escalada de retrocessos na área de direitos humanos no Brasil, além da intensificação das violações dos direitos humanos contra os setores mais vulneráveis da sociedade brasileira”.

Dezenas de milhares de manifestantes se reuniram na Av. Paulista, entre eles os 80 mil servidores municipais que haviam feito um ato em frente à Câmara Municipal de São Paulo contra a reforma da previdência municipal e após violência contra manifestantes na tarde desta quarta-feira (14).

O ato saiu em marcha por volta das 19h pela Av. Paulista, desceu a Rua da Consolação até à Praça Roosevelt, onde terminou por volta das 21h30.

Confira nota pública do PSOL/SP

NOTA PÚBLICA

O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!

Marielle, presente!

Partido Socialismo e Liberdade

14 de março de 2018.

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