A responsabilidade de Bolsonaro nos incêndios da Amazônia

Segundo MPF do Pará, produtores rurais pretendiam realizar queimadas como forma de manifestação de apoio ao presidente

No dia 7 de agosto (três dias antes do “dia do fogo”)o Ministério Público Federal (MPF) do Pará enviou um ofício ao Ibama para comunicar que produtores rurais pretendiam realizar uma queimada no município como forma de manifestação.

No dia 10 de agosto, sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros de Altamira e Novo Progresso combinaram, através de um grupo de whatsApp, incendiar as margens da BR-163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao Estado de Mato Grosso.

“Devido aos diversos ataques sofridos e à ausência do apoio da Polícia Militar do Pará” as ações de fiscalização estavam prejudicadas por “envolverem riscos relacionados à segurança das equipes em campo””

IBAMA

O mote da “manifestação” era mostrar para Bolsonaro que suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama e cancelar  multas ambientais eram apoiadas pelos madeiros e ruralistas.

O documento enviado pelo Ministério Público ao governo também cobrava um plano de contingência do Ibama, em caso de “confirmação do referido evento”. O plano de realizar as queimadas, agendado para o dia 10, foi divulgado pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso.

Segundo Roberto Victor Lacava e Silva, gerente executivo substituto do Ibama, foram “expedidos ofícios solicitando o apoio da Força Nacional de Segurança”. O  Ibama afirma ainda que não houve resposta sobre o pedido.

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