Petroquímica de Capuava contamina população com graves doenças

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Maria Angela Zaccarelli Marino, médica endocrinologista,  professora da Faculdade de Medicina do ABC, estuda desde 1989 os casos de tireoidite crônica autoimune e hipotireoidismo primário nas Regiões de divisa dos Municípios de Santo André, Mauá e São Paulo.

A pesquisadora reúne vários trabalhos desenvolvidos na região,  publicados em revistas médicas internacionais, onde escreve “a denominação de tireoidite química autoimune”.

Um dos estudos indica que a ocorrência de tireoidite crônica autoimune na população que vive no entorno do Polo Petroquímico de Capuava é cinco vezes maior do que em regiões mais distantes.

Após a constatação do aumento da incidência da tireoidite crônica autoimune em moradores próximos do Polo Petroquímico de Capuava, foi solicitado pelo Promotor de Justiça do Meio ambiente do município de Santo André, Ministério Público do estado de São Paulo, um trabalho da análise do impacto das emissões aéreas do Polo Petroquímico de Capuava. Este trabalho foi intitulado Mapeamento da Poluição Atmosférica no entorno do Polo Petroquímico de Capuava, para identificação de Áreas de risco potencial à saúde e foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e Faculdade de Medicina do ABC, concluído no ano de 2017.

Os resultados foram encaminhados para o promotor de justiça do meio ambiente de Santo André para o prosseguimento do inquérito Civil 20/02 -PJMASA), do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Dentre as principais conclusões foi possível determinar que as emissões atmosféricas do Polo Petroquímico de Capuava contém a presença de elementos e compostos químicos com potencial de promover graves danos à saúde humana.

Entrevista Laura Capriglione e Lina Marinelli, edição Joana Brasileiro Jornalistas Livres

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